Sai Charles Michel, entra António Costa. Já Úrsula Von der Leyen continua como presidente da Comissão Europeia. Na sede do Conselho europeu, em Bruxelas, o já empossado presidente, António Costa, apresentou aquela que será a sua agenda e que se vai centrar não só na defesa dos valores da UE mas também numa maior promoção do crescimento económico. O político alertou que o «próximo Quadro Financeiro Plurianual vai ser muito exigente”.Na passagem de testemunho para António Costa, o português prometeu servir a União europeia como fez em Lisboa e em Portugal.
Antes de tomar posse em Bruxelas, António Costa foi condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa.Também comprometer-se a «acarinhar a diversidade natural” entre os Estados-membros, “escutando e respeitando as preocupações de cada um». No seu discurso, Costa também pediu aos estados um maior esforço para autonomizar a UE tanto em matéria de segurança como de defesa. Tema que voltou a estar na ordem de serviço depois da vitória de Trump que ameaça tirar poderes a NATO.
Como não podia deixar de ser, António Costa aproveitou para reforçar que mesmo que a guerra esteja a acontecer dentro do território ucraniano o que está em causa são os valores europeus. Uma casa comum que une mais de 27 países e centenas de milhões de pessoas.É urgente agir mas também ouvir, como lembrou aos jornalistas. O trabalho do novo presidente do Conselho europeu vai começar no domingo, 1 de Dezembro. Uma das ideias que avançou é a realização de retiros para os líderes europeus poderem tomar as melhores decisões em paz.
António Costa é o primeiro português e socialista a ocupar o cargo de presidente do Conselho europeu. O objetivo é trabalhar por uma Europa mais próspera.