04/04/2025

Equipa de socorristas portugueses está a ajudar nas operações de resgate na comunidade valenciana depois do DANA

Número de mortos e desaparecidos continua a aumentar e o governo de Sanchez anunciou o reforço do número de militares no terreno

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Um grupo de 10 socorristas portugueses está a ajudar nas operações de resgate que estão a acontecer na comunidade de Valência após a tempestade que provocou, até ao momento, 211 mortos. Nos próximos dias, este número poderá aumentar. O grupo ficará três dias no terreno, o que é visto como muito pouco. Uma das atividades que este grupo de socorristas já fez foi a procura de cadáveres nos destroços de uma ponte colapsada. O principal trabalho dos portugueses será a abertura de acessos, ajudar em situações pré-hospitalares e nas operações de busca e salvamento. Os socorristas portugueses já estiveram no último grande sismo que aconteceu na Turquia. Em Espanha, a equipa portuguesa já conseguiu encontrar duas vitimas já em estado de cadáver.

Este grupo de socorristas levou com eles maquinaria pesada e três cães para ajudar na busca e salvamento dos desaparecidos. «Cenário devastador, bem pior do que estava à espera», lamentou o comandante deste grupo aos meios de comunicação portugueses. A equipa portuguesa está disponível para ficar mais tempo no local. A falta de condições de segurança, lama (onde os cães não conseguem andar devido a quantidade de lama acumulada) e as pilhagens são os principais problemas apontados pelos socorristas.

Fala-se da possibilidade de haver mais de 1000 desaparecidos e em algumas das localidades mais afetados os meios de comunicação, incluindo o El Mundo, descrevem a situação como uma volta ao século XIX, já que não existe luz ou água potável. A comida está a chegar aos poucos e imagens de solidariedade com filas de pessoas a tentarem entrar nas localidades para ajudarem nas limpezas têm estado espelhadas nos meios de comunicação social de todo o mundo.

A missão de todos os presentes no terreno tem sido extremamente exigente. O pedido de ajuda, depois do governo português ter aberto esta possibilidade, chegou diretamente dos bombeiros de Valência e foi articulado com a embaixada espanhola em Lisboa (que realizou 1 minuto de silêncio pelas vítimas do DANA num evento recente). Este fenómeno meteorológico em Espanha aconteceu na mesma semana em que Portugal lembra mais um ano do grande terramoto de 1755 e questiona se estaria preparado para um desastre natural como aquele que atingiu a comunidade Valenciana. No outro lado do Atlântico, e se é da natureza que falamos, a COP (que aconteceu na Colômbia) terminou sem um acordo sobre formas de financiamento para a proteção da biodiversidade.

O governo espanhol já anunciou o reforço de militares no terreno para resgatar corpos e abastecer populações. Os meios nunca são vistos como suficientes para ocorrer a todas as situações necessárias. O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou a falar sobre o que está a acontecer em Espanha e enalteceu a «resposta notável do povo espanhol» a adversidade.