04/04/2025

Governos ibéricos apoiam Guterres após este ter sido considerado «persona non grata» em Israel

Paulo Rangel e Pedro Sanchez recorreram às redes sociais para aplaudir o trabalho do secretário-geral da ONU em busca da paz

Comparte el artículo:

Bluesky Streamline Icon: https://streamlinehq.comBluesky

O facto de ter repudiado todas as formas de violência no Médio oriente levaram a que o português António Guterres fosse proibido de entrar em Israel. Isto porque não condenou de forma forte o ataque massivo do Irão a Israel no início desta semana. Não é a primeira vez que o governo de Israel acusa Guterres de ser anti-semita. Na inauguração da Casa-Museu de Aristides de Sousa Mendes, antigo consul português em Bordéus que salvou inúmeros judeus durante a II Guerra Mundial, António Guterres esteve presente e homenageou o homem que continua a ser uma inspiração para a defesa dos direitos humanos e da dignidade de todos os seres humanos.

Voltando para a atual situação no Médio oriente, Guterres, apenas, pediu que a «escalada da violência» terminasse e que se avançasse para um plano de paz global. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi considerada «persona non grata» pelo estado de Israel. Apesar desta acusação, Guterres mantém o mesmo desejo de paz e condena ambos os membros desta contenda, incluindo o Irão. A explicação foi dada durante o último Conselho de Segurança, para onde Portugal pretende entrar (de forma não definitiva) no próximo biénio. A diplomacia portuguesa também defende a inserção de novos membros a este conselho, incluindo o Brasil.

As declarações do MNE de Israel, Katz, acabam por afetar toda a organização que serviu de «palco» para que o PM de Israel fosse fotografado a dar ordem para que se lançasse o ataque contra o Líbano (vários países, incluindo Portugal, estão a retirar os seus cidadãos da região). Desde há um ano, quando o Hamas entrou em Israel, inúmeros trabalhadores das Nações Unidas perderam a vida nesta zona do globo.O governo português já lamentou e pediu que Telavive reveja a sua decisão e o PS aplaude a «forma corajosa» de Guterres na defesa da paz. Através da rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros lembrou que a missão da ONU “é indispensável para assegurar o diálogo, a paz e o multilateralismo”.

Quem também já veio a apoiar o secretário-geral da ONU foi o presidente do governo espanhol, Pedro Sanchez. Foi também usando as redes sociais que agradeceu o “empenho” de Guterres “na procura da paz e a sua defesa inabalável do multilateralismo e do diálogo para a resolução de conflitos em todo o mundo. António Guterres está a viver o seu último mandato nas Nações Unidas e durante a Cimeira do Futuro, Sanchez defendeu que a próxima pessoa a ocupar o mais alto cargo na diplomacia mundial deveria ser uma mulher. Borrell, que é (ainda) chefe da diplomacia europeia, também já criticou Israel por declarar Guterres como «persona non grata». «Apoiamos o secretário-geral da ONU, António Guterres, nos seus esforços incansáveis para alcançar a paz em todos os conflitos e particularmente no Médio Oriente», disse nas redes sociais Josep Borrell.