Algarve e a Catalunha enfrentam períodos de seca extrema e preparam-se para adotar medidas rígidas

Algumas das regras deverão penalizar a agricultura e as regas através de taxas adicionais nas faturas da água no fim do mês

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As alterações climáticas são cada vez mais preocupantes e neste momento temos duas regiões ibéricas a viverem a maior seca das suas histórias. O Algarve, conhecido pelo seu bom tempo em qualquer altura do ano, vive «a pior seca de sempre». As seis barragens desta região estão com apenas 25% da sua capacidade, muito abaixo (20 pontos) do que tínhamos no início do ano de 2023. O Algarve vive dez anos de seca contínua.

A Agência Portuguesa do Ambiente vai apresentar um plano de contingência que deverá diminuir o consumo de água, tanto para os humanos como para as regas, no Algarve. Este plano vai penalizar a agricultura (a laranja do Algarve corre o risco de desaparecer) e a prioridade vai estar no uso humano. Quem usar mais água do que o necessário, como é o caso de lavar o carro ou encher a piscina, poderá ser taxado na fatura do fim do mês. Os campos de golfe, um dos grandes atrativos da região, deverão ser regados com as águas das Estações de Tratamento de Águas Residuais.

Os responsáveis políticos pedem para que os cidadãos adotem pequenas regras para que seja possível poupar este recurso escasso. Estas regras deverão ser adotadas enquanto não se começa a usar a água do mar, algo que só deverá avançar a partir de 2026.

Portugal apresenta duas realidades hídricas bem diferentes, com as albufeiras a norte quase cheias e as do sul peninsular, como é o caso da Extremadura, com níveis preocupantes e que podem colocar o consumo humano em causa. As chuvas não têm permitido reparar esta situação.

Quem também está a atravessar uma grave seca é a Catalunha. A região está prestes a declarar emergência, isto porque as barragens estão a um ponto de atingir o seu ponto crítico. A seca já dura há três anos e algumas restrições severas deverão ser adotadas, como é o caso da proibição do uso de água para a toma de banhos em locais públicos, como é o caso dos centros de treino de clubes como o Barcelona ou o Girona.

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