António Guterres fará um segundo mandato como secretário-geral da ONU

Secretário-geral alerta para o problema nos oceanos e marcará presença no próximo Conselho Europeu

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, a porta fechada, o segundo mandato de António Guterres como secretário-geral da ONU. Este anúncio foi feito pelo embaixador da Estónia Sven Jurgenson, que é o actual presidente do Conselho de Segurança, órgão essencial para a reconfirmar o líder máximo das Nações Unidas. Sobre o apoio demonstrado pelo Conselho, o primeiro-ministro António Costa considera ser «uma honra para Portugal ver o Conselho de Segurança propor a recondução do mandato [de António Guterres]».

A aprovação pela Assembleia Geral, que deverá acontecer em breve (a Efe avança que tal pode acontecer na próxima semana), trata-se de uma simples formalidade na confirmação de Guterres no cargo. No primeiro mandato Guterres teve que a política nacionalista da administração Trump e críticas a morosidade da organização que muitas vezes não trabalha ao ritmo pretendido.

O português, que era o único candidato, estará no cargo por mais 4 anos, até 2026. A resolução de conflitos está no topo da agenda do órgão mundial ao qual o antigo primeiro-ministro e ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados preside desde 2017. África, Ásia e a Europa são as regiões que a ONU terá que ter em conta nos próximos 4 anos.

Dia dos Oceanos e presença no Conselho Europeu

Numa mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, emitida para assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, o português alerta que os benefícios dos mares estão a ser destruídos pela Humanidade e que é necessário preservar os oceanos para o bem da economia e da cultura dos povos ribeirinhos. Guterres irá participar na próxima reunião do Conselho Europeu, no dia 24 de Junho, a última sob a Presidência portuguesa da União Europeia (UE). Esta reunião, que tem como objectivo reforçar a colaboração entre as duas instituições, tem na agenda questões relacionadas com o «multilateraismo,clima, direitos humanos, paz, desenvolvimento e recuperação global pós Covid-19».

Nações Unidas agradece o trabalho das forças portuguesas.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para as Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, agradeceu a Portugal o apoio que o país tem dado na manutenção de paz no mundo. Desde que os conhecidos soldados da paz, também conhecidos como «capacetes azuis», foram criados em 1948 já participaram um milhão de mulheres e homens das mais diversas nacionalidades. Devido ao profissionalismo e dedicação apresentada pelas tropas portuguesas, o responsável demonstrou a gratidão da organização pelo «contínuo serviço». Actualmente existem 201 agentes portugueses que estão espalhados por quatro missões na República Centro-Africana, o Sudão do Sul, Mali e na Colômbia.

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