António Guterres recebeu prémio Lâmpada da Paz e pediu uma maior ação

Igreja Católica atribuiu prémio ao secretário-geral da ONU antes do início de um novo mandato

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, é o vencedor do prémio Lâmpada da Paz. Esta distinção, entregue pela igreja católica, é entregue ao português devido ao «seu incansável trabalho de mediação política na complexidade de nosso mundo marcado por tantos conflitos, guerras, injustiças e degradação do ser humano». O representante máximo da ONU é visto como uma das principais vozes que atua para reforçar o humanismo fraterno e o bem-estar da nossa casa comum.

Guterres apelou, ao receber este prémio, que se deve agir urgentemente para reverter a destruição da natureza e a injustiça económica. No discurso de aceitação, que foi feito de forma virtual, António Guterres lembrou os ensinamentos de São Francisco de Assis. «Os nossos hábitos insustentáveis de produção e de consumo estão a provocar uma tripla crise planetária: uma disrupção do clima, uma perda catastrófica de biodiversidade e níveis de poluição que matam milhões de pessoas todos os anos», disse o secretário-geral que considera que a paz é uma ilusão.

Segundo o padre Enzo Fortunato, diretor da Sala de Imprensa do Sacro Convento de Assis, conceder a Lâmpada da Paz ao secretário-geral é «um sonho que há anos temos levado no coração». Para o diplomata português, este prémio é uma honra para todos os funcionários das Nações Unidas. Nas edições anteriores, o presidente da República da Colômbia Juan Manuel Santos foi reconhecido pelo trabalho feito para alcançar a paz com as FARC. Ângela Merkel, que vai ser condecorada por Marcelo Rebelo de Sousa com a Ordem do Infante, também ganhou a Lâmpada da Paz.

Guterres descreve 2021 como «um ano difícil»

No balanço que fez ao ano que está a acabar, António Guterres falou sobre a pandemia, a desigualdade social, os conflitos e as alterações climáticas. Para o português, este foi «um ano difícil». O secretário-geral da ONU também apelou a uma maior solidariedade e menos egoísmos. O egoísmo que os países mais ricos apresentam perante os mais pobres tem contribuído para que a crise sanitária continue.

Em África, apenas 20 países têm 10% da sua população vacinada. Se nada mudar, Guterres teme que 2022 pode trazer dias ainda piores. Estas declarações foram prestadas ao site oficial das Nações Unidas antes do início do seu segundo e último mandato. Para os próximos anos, António Guterres pede repórteres e orçamentos para a paz e não para a guerra.

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