Guiné-Bissau celebra os seus 50 anos de independência contando com a presença das mais altas figuras do Estado português

Numa das suas últimas viagens oficiais, António Costa foi condecorado pelo presidente da República da Guiné-Bissau

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A Guiné-Bissau celebrou os 50 anos da sua independência. Durante a Guerra Colonial, também conhecida como da Libertação, este país foi onde aconteceu algumas das lutas mais sangrentas. Muitos dos soldados da Guiné que lutaram por Portugal sentem-se esquecidos pelo Estado português. A Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa em África a tornar-se independente. A independência foi proclamada unilateralmente em 24 de setembro de 1973. Esta independência foi reconhecida de imediato pela ONU. Portugal só o fez após o 25 de Abril.

Nas celebrações, que aconteceram na avenida Amílcar Cabral em Bissau, participaram as mais altas figuras do Estado português. Antes do desfile militar houve um jantar de gala que foi dado pelo presidente guineense Sissoco Embalo (que já fez duas visitas de estado a Portugal desde que tomou posse). Neste jantar , tanto o PM como o PR português cumprimentaram-se já que não tinham chegado ao país em conjunto. Antes de Marcelo Rebelo de Sousa, o último PR português a visitar o país tinha sido Mário Soares, 31 anos antes.

«É uma grande alegria estar aqui na Guiné-Bissau neste momento histórico e Portugal vem em peso com o primeiro-ministro e o presidente da República», declarou António Costa que considerou que a presença de Portugal nesta data seria «insubstituível». «A libertação do colonialismo foi uma luta paralela à libertação da nossa própria ditadura», defendeu António Costa que considera esta uma data bastante simbólica já que estamos a poucos meses dos 50 anos do 25 de Abril.

O primeiro-ministro português, António Costa, foi condecorado com a Ordem Nacional Colinas de Boé, uma das mais altas condecorações atribuídas pelo presidente da República daquele país africano. Para além do ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, também estiveram presentes Costa e Marcelo numa das suas últimas viagens em conjunto. Esta deslocação aconteceu num momento de crise política em Portugal mas como costuma ser habitual nestas figuras, nenhuma quis falar sobre o que está a acontecer neste lado do território ibérico.

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