Poder local vai a votos em Setembro com a retoma a marcar a campanha eleitoral

A dança das cadeiras no poder local pode mudar o rumo do país para os próximos 4 anos

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A campanha eleitoral para as eleições autárquicas ainda não começou mas já temos uma data para ir às urnas, o dia 26 de Setembro. Os eleitores terão que escolher os próximos presidentes de câmara, de Junta e respectivos deputados municipais para um período que irá até 2025. Depois das regionais açorianas e das presidenciais, esta será a terceira eleição em pandemia e as campanhas deverão trazer nos seus discursos a retórica da retoma após a crise sanitária e económica provocada pela Covid-19.

Ainda faltam dois meses para as autárquicas mas os líderes dos dois maiores partidos do país anseiam já pelos resultados. Se António Costa, que para além de se primeiro-ministro também é o secretário-geral do PS, acredita que estas eleições podem ser o início de uma mudança no rumo do país, já Rui Rio, presidente do PSD, assume que um mau resultado pode ser o «encontrão» que o leve a sair do partido.

Nas últimas autárquicas, que aconteceram em 2017, o PS venceu 159 câmaras municipais, 142 com maioria absoluta. Veremos o que acontecerá este ano e qual será o desempenho do Chega nestas eleições onde os migrantes que residem no país podem votar.

Quem são os candidatos às principais câmaras do país?

Dos 308 municípios existentes em Portugal, os dois mais importantes, Lisboa e Porto apresentam como principais candidatos os respectivos presidentes, Fernando Medina e Rui Moreira. Na capital, que esteve recentemente no foco das notícias por ter entregue os dados de manifestantes a várias embaixadas, Medina pretende um segundo mandato (o que o afastaria da liderança do PS até 2025) prometendo creches gratuitas para famílias de classe média e fixar os jovens que saem dos centros da cidade devido às altas rendas. A CDU (coligação que une o PCP aos Verdes) é o habitual detentor das autarquias do sul do país, em especial no Alentejo e na Margem Sul do Tejo. De todos os candidatos apresentados, o mais conhecido é João Ferreira, Eurodeputado e antigo candidato a Presidência da República.

O principal oponente de Fernando Medina é Carlos Moedas, do PSD, que foi membro do Governo de Pedro Passos Coelho e Comissário Europeu para a Pesquisa na Ciência e Inovação. Também do partido social-democrata é Ricardo Baptista Leite, médico infecciologista e candidato a Câmara Municipal de Sintra que ficou conhecido durante a pandemia pelas declarações que prestou na televisão.

Passando para a cidade do Porto, a autarquia é liderada por Rui Moreira que mais uma vez se apresenta a eleições com o apoio do movimento independente «Porto, O Nosso Movimento», contando também com o apoio do Iniciativa Liberal. O PSD apresentou nas suas listas de candidatos, desta vez a Câmara de Gaia, o antigo futebolista e selecionador nacional António Oliveira, que desistiu da campanha pois não concordava com a linha seguida pelo partido.

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