Projecto internacional pretende comprovar origem ibérica de Cristóvão Colombo

Possibilidade portuguesa e espanhola podem ser comprovadas com investigação de ADN

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Quando abrimos os livros de história e lemos sobre Cristóvão Colombo, o descobridor do continente americano, vem escrito que este foi um navegador italiano que serviu a coroa espanhola. Mas será que Génova foi mesmo o local de nascimento do descobridor? Um projecto internacional, liderado pelo professor José Lorente Acosta, pretende refazer os livros de história e a possibilidade de Colombo ter nascido em território ibérico é uma das que está em cima da mesa. A teoria dominante defende que era filho de tecelões genoveses mas há quem acredite que o mesmo poderá ter nascido em Espanha (Valência, Catalunha, Galiza, Navarra, Alcarria ou Maiorca), Portugal (Beja), Croácia ou até na Polónia.

Mais de cinco séculos  após a sua morte, este mistério vai tentar ser resolvido e os resultados serão apresentados a 12 de Outubro. Para se chegar a um resultado, os restos mortais que contém o ADN de Colombo foram retirados de uma sala blindada na Universidade de Granada para serem analisados em laboratórios em Espanha, Itália, EUA e o México. O percurso feito por este projecto internacional será apresentado num documentário e numa minissérie, a estrear no fim deste ano, produzidos em parceria pela RTVE e a Story Producciones.

Cristóvão Colombo português?

Uma das teorias levantadas é que Cristóvão Colombo nasceu no Alentejo (em Cuba, distrito de Beja), sendo filho bastardo do duque de Beja. Para defender esta possibilidade, desmentida por documentos da época, a Fundação D. Manuel II (presidida por D. Duarte de Bragança, herdeiro do trono português) financia os custos da componente nacional do Projecto Colombo. Em território português há também quem defenda que Colombo na realidade se chamava Pedro Ataíde e era um corsário português ou que era filho bastardo da princesa Leonor de Aviz e de João Menezes da Silva.

Mesmo não tendo nascido em Portugal, está comprovado que Cristóvão Colombo casou-se com Filipa Moniz residiu em Lisboa, Funchal e Porto Santo, adquirindo conhecimentos sobre as navegações portuguesas. O plano de navegar em direcção ao ocidente para atingir a Ásia foi primeiramente apresentado ao rei D. João II antes de ser aprovado pelos reis católicos de Espanha.

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