Portugal e Espanha querem mais pesca nas regiões do Mediterrâneo e da Península Ibérica

Pesca excessiva e às más práticas podem colocar em perigo os fragilizados recursos marinhos europeus

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Os governos de Espanha e de Portugal estão contra a imposição europeia de novas quotas de pesca. Para salvar as respectivas frotas pesqueiras, os executivos ibéricos arriscam a sobrepesca no Mediterrâneo e no Golfo da Biscaia. Aliás, os governos de Espanha e de Portugal querem permitir mais pesca nas regiões do Mediterrâneo e da Península Ibérica. Esta medida vai contra os princípios necessários para evitar a exploração excessiva dos recursos piscatórios.

As duas nações não querem aceitar a redução das redes de arresto, nocivas para os peixes que estão no fundo do mar. A pesca de pescada no Atlântico sul e do linguado no Golfo da Biscaia devem ser reduzidas para evitar a perda destas espécies. A pesca do lagostim no largo das costas espanholas e do norte de Portugal deve cessar completamente em algumas regiões ou ser muito reduzida no Golfe de Cádis.

Parecer científico defende quotas de pesca maiores

Pareceres científicos pedem a protecção dos recursos marinhos em território europeu mas para tal será necessário a redução da quantidade de pescado. Só que os ministros europeus da pesca supostamente estarão a ignorar os pareceres que pedem uma maior proteção dos recursos marinhos.

O ministro espanhol da agricultura e pescas, Luís Planas, é contra a redução e defende que o impacto das novas medidas deve ser avaliado antes que «novas reduções ponham em risco a viabilidade da frota mediterrânea». Já o governo português exigiu por escrito que as quotas de captura da pesca ao linguado possam ser alargadas, o que contrária o parecer dos peritos nomeados pela UE. O governo português também defende, na voz do responsável pela pasta, Ricardo Serrão Santos, que há «margem de manobra para discutir e negociar diferentes abordagens dentro dos limites do modelo proposto». Esta posição é apoiada por Espanha.

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