Portugal, o princípio da libertação

Comparte el artículo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

O mês de Outubro trouxe uma nova página, um espírito de quase liberdade que ansiamos desde o dia em que a OMS anunciou que estávamos perante uma pandemia. Com a Task-force extinta e com o Vice-Almirante Gouveia e Melo lançado a novos voos (novidades podem vir brevemente), Portugal está em primeiro lugar na vacinação e algumas zonas do país já alcançaram a mítica cifra dos 85% de imunizados.

Se Portugal é um dos países mais vacinados do mundo, a frente de grandes potências (como é o caso dos Estados Unidos), a situação brasileira é diferente. Como disse Gouveia e Melo, que depois deste capítulo da nossa história passou a ter uma aura sebastiânica do seu lado, o seu grupo de trabalho andou a abrir caminho e por mais negacionistas (tema tratado anteriormente aqui) que ainda andam por ai, algumas coisas não valem a pena. Numa das suas lives, Jair Bolsonaro afirmou que o seu vice, o General Mourão, tinha sido ridicularizado por Portugal por terem usado cloroquina como forma de tratamento da infecção.

Com o plano de vacinação contra a Covid-19 quase concluído e com alguns centros já descontinuados, avançamos para a vacinação contra a gripe. Em relação a terceira dose, que não será dada a toda a população, esta só deve avançar mais próxima do Natal já que primeiro está a protecção contra a gripe (que segundo os dados do ano anterior, não houve um único português a padecer desta maleita). Agora as portas começam a abrir-se e as restrições a cair.

Andar pela rua, a caminho do supermercado, já é possível andar sem máscaras. Mesmo no Outono será possível apanhar alguma cor já que passámos mais de um ano ao sol e completamente tapados. Mas voltando às máscaras e às viseiras, elas continuam a ser obrigatórias em grandes estabelecimentos comerciais (o comércio local vai voltar a normalidade), nos estabelecimentos de educação ou nas salas de espectáculos. Todos os sectores tentam se adaptar, em tempo recorde, a esta nova etapa. Os testes de diagnóstico de SARS-CoV-2, que vão deixar de ter comparticipação, continuam a ser feitos nas escolas e tal como aconteceu com a vacinação, alguns jovens não os quiseram fazer mas estes são uma pequena parte de uma grande maioria.

Nos transportes públicos a protecção individual continua e estes vão voltar a funcionar com a sua lotação máxima. Ora ai está uma medida que jamais deveria voltar atrás pois «Sesimbra é Peixe» mas nós não somos sardinhas! Eu, sempre que possível, irei continuar a andar de táxi.

Nos recintos desportivos, será possível voltar às bancadas em força e gritar golo em plenos pulmões nos estádios (e quem não tem saudades de ver 60 mil pessoas num certo estádio pintado de vermelho?). Os grandes eventos também estão a voltar e o primeiro será a Web Summit, que em princípio terá 40 mil pessoas, mas será apenas nos próximos anos que teremos a volta dos grandes festivais de verão. Anos sem Rock in Rio e sem Super Bock Super Rock são dois dos eventos esperados não só pelos jovens portugueses como por todos aqueles que escolhem terras lusas para passar o verão.

Nos locais de trabalho, os empregadores é que vão decidir sobre o uso das máscaras mas não poderão questionar os empregados sobre as vacinas. Na NBA, os jogadores que não forem vacinados não vão receber a compensação que costumam receber mesmo que faltem a uma partida tanto pela infecção ou pelo contacto com infectados. Em Portugal, a DGS lançou novas normas onde os vacinados não terão que fazer isolamento. Apenas terão que apresentar um teste negativo. Este já é um pedido antigo e vem desde os isolamentos (2) feitos por António Costa já depois de ter o processo vacinal completo. Aos poucos a palavra confinamento vai começar a sair dos nossos dicionários. Vamos abrir portas e pensamentos.

O que mudou claramente com a pandemia foi a forma como olhamos para o trabalho. O teletrabalho foi muito bem aceite, especialmente na área metropolitana de Lisboa, e grandes empresas portuguesas (ex. Vodafone e Galp) vão eternizar o trabalho em espelho. Nestes novos tempos será possível dividir o tempo de trabalho entre casa e o escritório. Os escritórios jamais serão os mesmos mas quem não tem saudades do trabalho de campo? Olhar na cara das outras pessoas (fartos de só vermos os olhos estamos todos), ir ao local tem outra dimensão.

Já é possível entrar e andar por Portugal com alguma facilidade mas (como já referi anteriormente) as máscaras e o certificado digital de vacinação (menores de 12 anos não têm que o fazer) continuam a ser necessários em vários espaços, como é o caso dos bares e das discotecas. Se S. Pedro ajudar ainda iremos a tempo para fazer algumas after-partys fora de horas.

A liberdade está a nossa porta!

 

Andreia Rodrigues

Noticias Relacionadas