Portugueses preparam-se para as eleições legislativas com números recorde de Covid-19

Debates televisivos e campanhas minimalistas são usados pelos partidos para passar as suas mensagens

Comparte el artículo:

Compartir en facebook
Compartir en twitter
Compartir en linkedin
Compartir en whatsapp
Compartir en telegram
Compartir en email

A 30 de Janeiro, os portugueses voltam às urnas. Após a votação para o Orçamento de Estado ter sido chumbado e a assembleia ter sido destituída, o presidente marcou a data para a votação de onde vai sair o governo de Portugal para os próximos 4 anos. António Costa e Rui Rio são os principais candidatos a alcançarem o cargo de primeiro-ministro mas nenhum têm garantias que o consiga sem ter que negociar com outros partidos. Será que os portugueses vão voltar a ter uma geringonça a esquerda ou esta vai virar a direita?

Oito partidos vão se apresentar a escolha dos portugueses. Dos 22 círculos eleitorais, que correspondem aos diversos pontos do país mais a Europa e fora dela, apenas Lisboa e Castelo Branco têm elegidos os primeiros-ministros. Devido a situação pandémica, os partidos já anteciparam que as campanhas vão ter que ser adaptadas. As acções sujeitas a maiores condicionamentos serão almoços e jantares. Esta forma de fazer política tão comum nas campanhas.

As campanhas só vão começar a 16 de Janeiro. O PS assumiu que não fará as tradicionais arruadas ou refeições, optando por uma campanha minimalista com panfletos nas caixas de correio. Os outros vão fazer as suas campanhas políticas depender da evolução da pandemia. Com a variante Omicron a fazer disparar os contágios, estas legislativas vão voltar a ter uma votação antecipada. Para os que estejam confinados, a presidente da ANMP pediu confiança nos autarcas. Estes e o Ministério da Administração Interna serão os responsáveis pela recolha dos votos dos confinados.

Candidatos expressam argumentos em debates

Antes da escolha, os candidatos vão apresentar os seus argumentos em vários debates. As três televisões generalistas vão ser a casa de um conjunto de debates que já começaram e vão terminar no dia 17 de Janeiro. Neste último dia todos os partidos vão poder exprimir as suas ideias. Até esse dia vão ser debates onde duas forças vão, a vez, confrontar-se. Num dos confrontos mais acalorados, até ao momento, os líderes do Bloco de Esquerda e do Chega trocaram acusações sobre os casos de corrupção e os apoios sociais. Segundo as sondagens, estes dois partidos vão lutar pelo terceiro posto. O histórico dirigente do PCP, Jerónimo de Sousa, já demonstrou-se indisponível para dividir antena com André Ventura.

Trinta e uma personalidades portuguesas apresentaram uma carta aberta dedicada ao PS, BE, PCP e PEV pedindo que após as eleições formem uma maioria parlamentar que permita que o governo que saia desta votação dure 4 anos e possa implementar o PRR. Na mensagem de ano novo, Marcelo Rebelo de Sousa desejou «previsibilidade» após as legislativas e um governo que seja duradouro.

Das 174 cabeças-de-lista que os diferentes partidos apresentaram aos 22 círculos eleitorais, apenas 60 são mulheres. A representação feminina ainda é fraca (mesmo com a Lei da Paridade) mas o Bloco de Esquerda é o partido mais paritário. Para além da sua líder, Catarina Martins, apresentam várias candidatas a deputadas.

Noticias Relacionadas