Como será o futuro das cidades? Pergunta difícil de responder mas podemos apontar que a sustentabilidade ou a mobilidade alguns dos pilares que estas cidades devem ter para olharem para o futuro com melhores olhos. Poluição, criminalidade ou segurança foram outras das métricas usadas para fazer esta avaliação. Muitos são os desafios que as cidades atualmente enfrentam. As cidades estão a mudar, tal como a forma como os alfacinhas (aqueles que vivem em Lisboa), madrilenos e não só as vivem.
Lisboa, onde em muitos espaços já só se fala em inglês devido ao turismo de massas, pede menos ruído, poluição e casas acessíveis para que se possa viver na cidade sem ter que se fugir para os arredores. O bem-estar dos cidadãos está cada vez mais do lado contrário do desenvolvimento ou turismo. Estamos num momento em que os governantes devem escolher qual destes tópicos pretendem priorizar. Madrid, na voz de Isabel Diaz Ayuso, anunciou um plano contra as drogas para os jovens.
Madrid é apresentada, cada vez mais, como uma «cidade-estado».Cada vez mais estão a ser criados planos urbanos para a adaptação às alterações climáticas, mal que afetam, em especial, as pessoas mais vulneráveis. Em Lisboa, estão a ser criados mega túneis para ajuda a escoar as águas e assim tentar prevenir mega inundações como as que assistimos recentemente em Valência.No território ibérico, Madrid é a cidade que mais bem preparada está. Na América latina, este selo positivo também foi dado às cidades de Buenos Aires, Caracas, Curitiba, Quito e Rosário.
Os líderes de 92% das cidades preparadas para o futuro dizem que as suas cidades estão bem preparadas para superar os desafios urbanos atuais e a fazer «progressos consideráveis» nos seus planos de descarbonização. Os líderes madrilenos defendem o conceito de cidade a 15 minutos, onde as pessoas demoram este espaço de tempo para chegar a espaços de utilidade pública, como é o caso de escolas, hospitais ou parques naturais (como é o caso do Retiro).
Madrid é uma das cidades europeias mais bem preparadas para o futuro e onde os seus cidadãos participam na governação local. Cada vez mais autarquias ibéricas usam aplicações tecnológicas, como é o caso de Sesimbra, para que a população reporte aquilo que vê de mal. O que ajuda na melhoria da governação local.Lisboa está a tentar fixar mais startups no seu território para assim tornar a mobilidade da cidade, onde quando os transportes públicos faz greve o trânsito aumenta, mais sustentável.
Em 2030, Lisboa será uma cidade mais verde e pedonal, com o rio mais próximo e mais edifícios de grande envergadura. Carlos Moedas, o autarca de Lisboa, disse mais que uma vez que corre por toda a cidade para estar não só com os trabalhadores mas também para ver o que é necessário ser feito. O que pode ser a mudança para lâmpadas de baixo consumo ou o arranjo de calçadas, como a que está em frente do Palácio de Belém.A nível mundial, 250 cidades foram avaliadas com o selo positivo para se fazer este estudo, da autoria da consultora ThoughtLab. 150 foram consideradas «em progresso» e 50 foram analisadas como estando num estágio inicial de desenvolvimento. O objetivo deste estudo é fornecer à liderança das cidades um plano orientado por dados para responder às mudanças nas expetativas e comportamentos dos cidadãos ao mesmo que se protege o ambiente projetando o futuro.
Como acham que vão ser as cidades ibéricas no futuro?