29/11/2025

25 de Novembro, a data que tornou possível falar de Abril em Novembro apesar das divisões ainda existentes

Cravos vermelhos ou rosas brancas foi uma das discussões que levou a que alguns deputados socialistas saíssem do hemiciclo

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Foi a 25 de Novembro de 1975 que as tropas de Ramalho Eanes realizaram o contra-golpe que estabilizou e acalmou a situação de clivagem política extrema que quase atirou o país para uma guerra civil. Apesar de já se terem passado cinquenta anos desde este dia, esta continua a ser uma data que mais divide do que une. Para Marcelo Rebelo de Sousa, quem venceu o 25 de Novembro de 1975 foi a «pátria». O presidente diz que foi esta data que nos trouxe a Constituição. Marcelo foi um dos deputados que a votou. Antes da sessão evocativa no parlamento houve um desfile militar no Terreiro do Paço.

Desde que Luís Montenegro chegou ao governo que o 25 de Novembro é celebrado. No parlamento houve uma sessão solene onde os diferentes partidos falaram sobre a importância desta data. Palavras como equilíbrio, sensatez e moderação foram muito obrigada pelo oetifad em todos os discursos.

Ao contrário de todos os outros partidos, que louvaram o 25 de Novembro, o PCP disse que a sessão evocativa só serviu para «menorizar o 25 de Abril». Os comunistas nem estiveram presentes na sessão onde se falaram sobre os vários militares envolvidos nesta operação, incluindo Ramalho Eanes (antigo presidente da república).

Sem cravos e com os deputados de esquerda revoltados

Quando subiu ao púlpito para discursar, André Ventura, líder do Chega e candidato a presidente da República, tirou o arranjo de cravos vermelhos que havia em cima da mesa. O que levou a que alguns deputados do PS saiessem da sala. Para André Ventura, que acredita que era um dia de rosas brancas e não de cravos vermelhos, o 25 de Novembro não foi só história mas sim resistência.

Outro candidato presidencial, Cotrim Figueiredo, lamentou que os discursos pernas tenham aumentado a clivagem entre a esquerda e a direita. O presidente da Assembleia da República, Aguar-Branco, lembra que as cadeiras vazias são um testemunho da liberdade de crítica que datas como o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975 nos trouxeram. De acordo com Aguiar-Branco, «é estranho ouvir falar em Abril em Novembro» e vice-versa. Para o presidente do parlamento, esta data mostra que não se deve «dar a democracia por adquirida».

No seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a unidade e lembrou que o 25 de Novembro foi uma vitória da temperança contra o risco dos extremismos. O presidente da República também evocou a importância de D. Pedro.