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António Guterres, de 71 anos, anunciou a sua candidatura a um segundo mandato como secretário-geral da ONU.

Após a queda de Trump, que sairá da presidência dos Estados Unidos a 20 de Janeiro, o português pretende cumprir mais um mandato de cinco anos, pois é necessário «reconciliar a humanidade com a natureza», e conta já com apoios importantes, como é o caso da Alemanha.

Durante o primeiro mandato como secretário-geral, que termina no fim deste ano, as questões climáticas foram a prioridade fazendo uma pressão positiva para que os países aumentassem o seu compromisso na redução das emissões de dióxido de carbono e declarassem emergência climática. A União Europeia e a sua presidente, Úrsula Van der Leyen, também compartilham este objectivo para um continente mais verde.

O novo presidente norte-americano, Joe Biden, também sinalizou o clima como uma das suas grandes prioridades e o reforço dos laços com a ONU que ficaram fragilizados durante a presidência de Trump.

Segundo a agência noticiosa Bloomberg, Guterres anunciou aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Rússia, EUA, Reino Unido, China e França) que pretende-se candidatar novamente ao cargo máximo da Organização das Nações Unidas, que comanda desde 2017.

Para que esta decisão se torne oficial, o antigo primeiro-ministro português informou oficialmente o presidente da Assembleia Geral da ONU que estaria «disponível para um segundo mandato como secretário-geral das Nações Unidas, se essa for a vontade dos Estados-membros». Os últimos secretários-gerais da ONU cumpriram sempre dois mandatos e como tal é esperado que o mesmo aconteça com António Guterres.