Poetas polacos e ibéricos reúnem-se em Lisboa para apresentar uma antologia

Apresentou-se a antologia poética "Azul Vestido com Centaureas" no Templo da Poesia em Oeiras

Comparte el artículo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Durante este acto foi anunciado a criação de uma nova Associação Cultural Ibero-polaca Arendi, com a qual se dá um passo a mais para uma actuação conjunta na península no plano internacional, neste caso é na área cultural e com o impulso da sociedade civil.

A apresentação do livro foi feita num espaço de grande valor simbólico, no Parque dos Poetas em Oeiras. Um precioso jardim urbano moderno que tem como tema a poesia. Esculturas de grandes figuras de poesia lusófona, poemas gravados na pedra e o Templo da Poesia, um centro cultural cheio de sentimento poético, onde o sentimento é faz em palavra poética em cada parede, em cada esquina, em cada recanto. Tudo envolvido pela flora das diversas espécies que dão vida a exuberante vegetação do parque, que se levanta sobre uma colina onde se vê o Tejo a desaguar no oceano Atlântico.

No evento, patrocionado pela embaixada polaca em Lisboa, grande parte dos 17 poetas que participaram na antologia leram os seus arquivos. Um dos participantes Grzegorz Chwieduk musicalizou uma das suas obras, que se pode ler no final da notícia.

Somou-se ao espectáculo Valdemir Ribas, um prestigiado bailarino de dança contemporânea que na peça mostrou “O corpo aliado ao dialogo através do movimento, apura os sentidos, iniciando uma infinita comunhão entre os corpos, a fala, a música e o olhar”.

Na continuação reproduzimos dois poemas da Antologia.

Voltar

 

Voltar a tempo, de desfrutar das lembranças

de iluminar os días e senter-se o dono

de uma vida, decentemente vivida.

Voltar sereno, confiável e verdadeiro,

Ao lugar onde os meus país me olhavan de miúdo.

Saber que, a parter desses alhares,

Ficaste para olhar novamente.

Volar para ondee u sempre estive,

de onde veio e paraonde já sei que vou indo.

Hora de voltar…

Com sensaçao de triunfo,

De vitória justa, nobre e leal.

Autor: Pablo Castro

 

Apocalipticamante

Já nada será como dantes,

As maiores estaçoes ficaram vazias,

A tensao cresceu ainda mais,

Nas formas furadas de varias naçoes.

Já nada será como dantes,

Sozinho de novo, janto.

Será que a amizade e o amor

Desaparecerao na populaçao depauperada?

Já nada será como dantes,

Nao chegará nenhuma cara de férias,

Em nenhum pesadelo foi sonhada

Uma situaçao tao terrível.

Já nada será como dantes,

A vida degradou-se.

Rezemos, entao, para que renasça,

Talvez nas Ilhas do Isolamento.

Autor y musicalización: Grzegorz Chwieduk

Noticias Relacionadas

Como chegámos a uma «Tempestade Perfeita»?

O que é uma «Tempestade Perfeita»? Normalmente quando utilizamos esta expressão estamos a descrever um fenómeno meteorológico que foi criado graças a confluência de vários

Deixe um comentário