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O projecto da reintrodução do lince-ibérico em território peninsular, apoiado pelos governos de Espanha e Portugal, está a ser um sucesso, segundo o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Catarino.

“Podemos estar obviamente orgulhosos do trabalho que se fez na última década para salvar esta espécie, que esteve fortemente ameaçada, está ainda ameaçada, mas julgo que hoje podemos olhar para ela já com muito mais segurança no seu futuro do que há cinco ou seis anos”, afirmou João Catarino a Agência Lusa. O governante também informou que os dois estados concorreram ao programa LIFE da União Europeia e que a mesma candidatura já teve parecer favorável para intervir em áreas onde os linces vivem ao ar livre e onde podem ser libertados sem qualquer tipo de constrangimentos.

Actualmente existem cerca de 800 exemplares deste animal ibérico em liberdade, o que é um aumento considerável aos números existentes nas décadas de 70 e 80, quando eram menos de 200. No início deste milénio este número desceu para uns perigosos 200 exemplares, que era o total existente nos dois países.

Com este projecto em desenvolvimento, já nasceram 91 linces-ibéricos. Destes, 75 nasceram nos últimos dois anos, muitos no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico (CNRLI), em Silves, no Algarve.

Em Portugal existem 109 linces-ibéricos a viverem na natureza. Acredita-se que nas próximas décadas o felino mais ameaçado do mundo possa sair da lista de animais em vias de extinção.