Processo de partilha de dados de vacinação vai avançar

A primeira reunião de ministros da saúde europeus liderada pela presidência portuguesa ocorreu por videoconferência

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A ministra da saúde de Portugal, Marta Temido, liderou a sua primeira reunião de ministros europeus. A luta contra a Covid é a grande prioridade, a nível da saúde, da presidência portuguesa da União Europeia. Em regime de videoconferência, os 27 responsáveis europeus pela pasta da saúde concordaram que é necessário uma partilha dos dados da vacinação a cada duas semanas para poder haver uma coordenação de esforços e apoios e foi concordado a compra, de forma conjunta, mais equipamento médico (como seringas e agulhas) para fazer frente ao aumento do número de casos no continente e que pode ser explicada com a nova estripe da Covid-19.

Algo que tem sido criticado por alguns países é o portfólio europeu, que até ao momento conta com 8 tipos de vacinas mas segundo Marta Temido, que falou aos jornalistas na sede da presidência europeia portuguesa em Lisboa, existe vontade para “a aquisição de mais doses nas mesmas condições já alcançada”. Até ao fim do mês de Janeiro, e com as vacinas da Pfizer e da Moderna a serem já ministradas na Europa, a da AstraZeneca será a próxima a ser aprovada. O grande objectivo europeu é vacinar ainda durante este ano até 70% da sua população e ter todos vacinados, com as duas doses, até ao fim do primeiro semestre de 2022.

Paralela a primeira reunião de ministros da saúde liderada pela presidência portuguesa, a OMS avisou que apenas em 2022, com este nível de vacinação, será possível sonhar com uma imunidade de grupo a nível mundial.

Portugal aprovou em Conselho de Ministros a resolução relativa ao sistema de recursos próprios da União Europeia, solicitando ao Parlamento a ratificação com urgência. António Costa, como Presidente do Conselho da UE, afirmou que sensibilizou “os Chefes de Estado e Governo dos diversos Estados Membros para a necessidade de garantir celeridade na ratificação da Decisão Recursos Próprios, com vista a assegurar a sua conclusão até final do primeiro trimestre. É um passo determinante para que a Comissão Europeia possa proceder à emissão de dívida dando, assim, início à implementação dos Planos de Recuperação e Resiliência”.

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