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A ativista sueca Greta Thunberg foi esta segunda-feira premiada com o Prémio Gulbenkian para a Humanidade, um novo galardão português com um milhão de euros de prémio que pretende distinguir pessoas ou organizações que se destacaram na “mitigação e adaptação às alterações climáticas”.

O nome de Thunberg, de 17 anos, foi anunciado na sede da Fundação Gulbenkian em Lisboa pela presidente da associação, Isabel Mota, que aponta em comunicado que este prémio ressalta o “compromisso” da instituição “com a urgência da ação climática”.

A ativista sueca impôs-se entre 136 candidaturas de 46 países e foi eleita com amplo consenso, segundo explicou em comunicado o presidente do júri do prémio, o ex-presidente de Portugal Jorge Sampaio.

“A forma como Greta Thunberg conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima e a sua luta tenaz por mudar um status quo que teima em persistir fazem dela uma das figuras mais memoráveis da atualidade”, afirma Sampaio.

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade pretende ajudar a sua causa, atribuindo um prémio de um milhão de euros que “será aplicado pela Fundação Thunberg em projetos de combate à crise climática e ecológica”.

Segundo a própria ativista, os primeiros 100.000 euros serão doados à Campanha SOS Amazónia, da Fridays for Future Brazil, que luta contra o coronavírus na Amazónia, e outros 100.000 à Stop Ecocide Foundation, que procura “transformar o ecocídio num crime internacional”.

“Sinto-me incrivelmente honrada e extremamente grata”, disse Thunberg num vídeo enviado aos organizadores do prémio, salientando esperar que o dinheiro sirva “para fazer a diferença”.

O júri que escolheu a jovem sueca como vencedora desta primeira edição é composto, entre outros, pelo alemão Hans Joachim Schellnhuber, fundador e diretor emérito do Instituto de Investigação do Impacto Climático de Potsdam, ou pelo espanhol Miguel Arias Cañete, antigo comissário europeu para a Energia e Acão Climática.