Direita apoia a intervenção da polícia em mais um dia de manifestações em Lisboa e no Porto

Uma semana de um protesto que tem varrido o sul da Europa e onde os jovens pedem o fim da crise da habitação

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Multitud reunida de noche en una plaza frente a un edificio iluminado.

As acampadas, em Lisboa e no Porto, continuam a marcar a atualidade portuguesa. Em novo dia de manifestações, voltamos a contar feridos e detidos, que serão apresentados a tribunal já amanhã. Os jovens já estão nas ruas há uma semana e, se antes apenas pediam mais habitação a preços justos, agora acreditam que já fazem parte de um movimento social. Em toda a Europa, os jovens estão a cobrar aos dirigentes «promessas antigas que não têm sido cumpridas».

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a defender a atuação da PSP nas acampadas de Lisboa e do Porto. Para o ministro, a polícia atuou para repor a ordem. O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, concordou com estas declarações e defendeu que o uso da força foi proporcional. Também acusou o PS de hipocrisia por Carneiro ter pedido esclarecimentos sobre a carga policial. A Amnistia Internacional aponta o «uso excessivo da força» para retirar as tendas dos protestantes das praças.

O líder do Chega, André Ventura, também juntou a sua voz à defesa da polícia, mas criticou Montenegro por não ter falado sobre esta manifestação, ao contrário de vários membros do Governo.

O Presidente da República, António José Seguro, pediu maior união a todas as forças políticas para terminar com esta crise na habitação, que afeta tanto jovens como famílias, e o Livre espera que Seguro seja mais «firme».

Se nos seus primeiros meses Seguro esteve tranquilo e deixou Luís Montenegro trabalhar, as ruas agora clamam por mais habitação e atitudes que mudem a vida dos portugueses para melhor.