Quais serão os impactos do plano hidrológico espanhol em Portugal?

Movimento ProTejo propõe a implementação de um plano ibérico de gestão de bacias hidrográficas

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O movimento ambientalista ProTEJO alerta que o plano hidrológico espanhol, que está em discussão pública, pode ser negativo para Portugal. Em comunicado, a associação indicou que já apresentaram as suas preocupações ao Ministério do Ambiente português e vão fazer o mesmo com o governo espanhol. A ProTEJO acusa o executivo de Sanchez de «querer ludibriar o Estado português com falsos caudais ecológicos em Cedillo, no plano hidrológico do Tejo de Espanha para 2022/2027».

A falta de uma uniformização cientifica e os caudais ecológicos propostos para Cedillo são uma réplica dos caudais mínimos previstos na Convenção de Albufeira. Também registam a ausência de qualquer referência ao projeto de instalação de uma hidroelétrica reversível na barragem de Alcântara por parte da Iberdrola. Este projeto esteve em consulta pública no verão. A ausência de medidas de limpeza do passivo ambiental existente no fundo das barragens da Extremadura e a manutenção de planos de gestão hidrológicos «distintos, não integrados e cuja elaboração se encontra dissociada no tempo» são também alvos de alerta.

Uma das criticas antigas é a má gestão do Tejo por parte dos executivos luso e espanhola. A quantidade e qualidade da agua do Tejo deteriora-se ao longo dos anos. Para a ProTEJO, a Convenção de Albufeira está obsoleta e precisa de ser revista para salvaguardar o bom funcionamento dos ciclos ecológicos e dos ecossistemas. A ProTEJO defende que a gestão privada das barragens para a produção hidroelétrica apenas tem em consideração critérios que pretendem a maximização do lucro.

O desenvolvimento e implementação de um plano ibérico de gestão de bacias hidrográficas e a criação de um organismo ibérico de gestão das bacias são medidas apontadas para preservar os rios luso-espanhóis.

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