Secretário-geral da ONU faz balanço do seu primeiro mandato

António Guterres pede uma maior união na luta contra a Covid e as alterações climáticas

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, deu uma entrevista a RTP onde fez um «balanço» do seu primeiro mandato e falou sobre o que espera para os próximos anos no cargo máximo da diplomacia global. A chegada do antigo primeiro-ministro português às Nações Unidas aconteceu com a organização a sofrer de carências monetárias, os Estados Unidos e o Brasil são dois dois países que ainda não pagaram as suas contribuições anuais, e com a desglobalização a marcar a cena política.

As vacinas e uma vacinação desigual, onde países como Portugal têm mais de 75% da sua população inoculada enquanto o continente africano apenas tem 5%, é um tema que, segundo António Guterres, é «estúpido» e que o mundo precisa de se juntar pois este é um vírus que circula a uma grande velocidade. Guterres espera que até ao fim do ano haja 40% da população mundial vacinada mas para tal é necessário 8 mil milhões de dólares para uma vacinação equitativa. Para tal será necessário um novo esforço global tanto para a distribuição como para a erradicação do negacionismo propagado tanto pelas redes sociais como por alguns actores políticos. «Os países que não colaborarem terão uma responsabilidade», disse António Guterres.

A situação no Afeganistão também foi falada e o secretário-geral das Nações Unidas lamenta que os talibãs não estejam a cumprir as promessas feitas, em especial com as promessas feitas e não cumpridas com as mulheres. Em Portugal está parte da selecção feminina de futebol do Afeganistão, que já está a treinar na Cidade do Futebol. Para o secretário-geral a ajuda às populações com mais carências, como é o caso do Afeganistão e de Moçambique, é uma forma de conter a ascensão de grupos fundamentalistas que trabalham com a pobreza e o desespero dos povos.

As alterações climáticas sempre foram uma das grandes bandeiras de António Guterres. O português voltou a alertar para os problemas do aquecimento global. Caso não se faça nada, segundo Guterres, caminhamos para um suicídio colectivo. Uma acção concertada para rever a actual situação é um dos grandes objectivos do secretário-geral que também falou sobre a necessidade de haver uma reformulação do Conselho de Segurança (Portugal defende a entrada da Índia, de um país africano e do Brasil para os lugares permanentes) e da entrada do português como uma das línguas oficiais de trabalho. Para António Guterres estes dois últimos aspectos são mais complicados mas não impossíveis.

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