O sismo de 1755, que destruiu a cidade de Lisboa e foi sentido no Brasil, teve uma magnitude que foi dos 8,5 aos 9 na escala de Ritcher. Este sismo, que aconteceu no dia 1 de Novembro e foi seguido de um tsunami e incêndio, mudou a forma como conhecemos Lisboa e trouxe-nos uma «festividade nova». Estou a falar do «pão por Deus». Os jovens desta região saem a rua para pedir doces. Em homenagem aos jovens da altura que passaram fome e iam de casa a casa a pedir pão aqueles que tinham ficado com alguma coisa. O Lisboa Quake é um museu que demonstra o que os lisboetas sentiram naquele dia.
Acredita-se que o epicentro tenha sido no Banco de Goringe, perto do cabo de São Vicente. O Banco de Gorringe é um local de elevado interesse biológico e geológico. Recentemente houve uma expedição a este local patrocinada pelo governo de Portugal. Neste banco foi descoberta uma fissura na placa tectônica que pode explicar o abalo que foi sentido não só em Portugal mas também em Espanha ou no norte de África. As montanhas submersas do banco de Goringe ficam entre as placas tectónicas Euro-asiática e Africana, é a origem geográfica do sismo de magnitude próxima de 8 na escala de Richter que em 1969 abalou Lisboa e outras regiões do país. As duas placas tectônicas têm se movido muito lentamente. O que pode explicar a fraca entensidade dos abalos sentidos nesta região.
Desde então os sismos têm sido mais fracos mas o alerta de que um forte abalo (como o de 1755) volta a pairar nas cabeças de todos sempre que a terra treme. A previsibilidade dos sismos é uma quimera mas os edifícios mais recentes já têm uma construção antissísmica.
Esta fissura está a ser fornada há pelo menos cinco milhões de anos. O sismo de 1755 marcou o nascimento da sismologia moderna. Este foi um dos sismos mais fortes da história da humanidade e volta a ser tema de conversa depois do abalo de 8,8 registado na península russa de Kamchatka e que colocou todo o Pacífico e alerta.