A cultura volta a sair às ruas de Lisboa

Máscaras Ibéricas e aulas de tango e de flamenco vão tomar conta da capital poruguesa

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A iniciativa «Lisboa na Rua» vai, até 19 de Setembro, levar um extenso cartaz às ruas da capital. A programação desta edição aborda preocupações ambientais, feminismo e o desporto.

No Castelo de São Jorge os sons do atlântico vão embalar o entardecer da cidade. O Festival da Máscara Ibérica regressa com um novo formato, adaptado à atual situação. Vários monumentos e museus da cidade vão assistir a apresentação de grupos das Astúrias, Galiza e Miranda do Douro.

Aulas de dança em jardins e museus fazem parte do programa Dançar a Cidade. Os lisboetas vão ser ensinados a dançar ritmos africanos, caribenhos, ibéricos e sul-americanos. A 5 de Setembro haverão aulas de tango no Castelo de São Jorge, a 12 o flamenco e as sevilhanas vão ser ensinados no Museu de Lisboa e no dia 19 será a vez das danças do Caribe invadirem o Museu da Marioneta.

Espetáculos de magia, videoarte, fotografia, novo circo, cinema ao ar livre (todos os filmes terão como base os direitos humanos e o desporto) e um concerto da rapper Capicua (nos dias 3 e 5 de Setembro) sobre o ambiente, no jardim do Palácio Pimenta, também fazem parte da programação deste evento.

Desta iniciativa também faz parte uma instalação da artista Grada Kilomba. Esta obra pretende confrontar o público com o «passado histórico e recorda histórias e identidades esquecidas ao longo do tempo». «O Barco», que está no MAAT, é uma instalação junto ao rio composta por 140 blocos. A silhueta do fundo de uma nau e o espaço onde se acomodavam os corpos de milhões de africanos escravizados estão desenhados.

O Lisboa na Rua vai andar pela cidade até ao dia 19 de Setembro. Todas as entradas são gratuitas mas com uma lotação reduzida.

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