Amnistia Internacional preocupada com os direitos humanos no futuro Mundial 2030 em território ibérico e Marrocos

A organização pede a libertação de jornalistas e que não se use balas de borracha para afastar grandes concentrações de adeptos

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Ser a sede de um Mundial não é garantia de salvaguarda dos direitos humanos, em especial dos trabalhadores envolvidos neste tipo de eventos. Como vimos no Mundial que aconteceu no Catar. A FIFA já esteve em Portugal para avaliar os estádios que vão receber o Mundial de 2030 e Espanha faz os últimos jogos de preparação (vitória contra a Andorra) antes do Euro 2024. Antes destas grandes competições pede-se um maior respeito pelos direitos humanos.

Pede-se uma maior transparência às candidaturas que pretendem acolher um Mundial, em especial o que a península Ibérica e Marrocos vai receber em 2030. Temos seis anos para mudar a face do território ibérico e do norte de África. Em relação a Marrocos, pede-se, antes de 2030, a libertação de activistas e jornalistas que estão atualmente presos e que as forças de segurança (incluindo as ibéricas) deixem de usar balas de borracha para dispersar grandes concentrações. Os adeptos em Portugal e em Espanha têm apresentado várias queixas sobre a atuação policial.

Também se pede um maior respeito pela comunidade LGBT durante a competição. Esta candidatura tem uma proposta dedicada aos direitos humanos que deverá ser apresentada nas próximas semanas. A Amnistia Internacional pede que Portugal e Espanha ratifiquem a Convenção Internacional sobre Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e Familiares, que é dinamizada pela ONU e pela União Europeia. Vivemos um período em que o mundo tem o maior número de pessoas em escravidão desde a Idade Média.

Para a Amnistia Internacional, a FIFA tem que se responsabilizar neste quesito que é levantado num relatório sobre os riscos que os direitos humanos podem enfrentar no Mundial 2030.

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