Arqueólogos descobrem anfiteatro na cidade romana de Ammaia

Equipa luso-espanhola tem feito escavações perto da fronteira com a Extremadura

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Uma equipa luso-espanhola de arqueólogos descobriu, a 15 quilómetros de fronteira com a Extremadura, os restos de um anfiteatro romano. Este edifício de espectáculos fazia parte da antiga cidade de Ammaia, que fazia parte do município lusitano e foi descoberta em 1932. Em 1994 foi criada a Fundação Cidade de Ammaia. Esta tem ajudado a estudar e preservar a cidade que chegou a Mvnicipivm ainda durante o séc. I d.C.

Os vestígios arqueológicos estão a ser recuperados desde 1990 pelo governo português e desde ai descobriram o fórum, as termas e uma planificação urbano de onde se destacava o Cardo Máximo. A cidade de Ammaia tem em alguns dos seus edifícios símbolos hebreus, o que demonstra que esta localidade é uma das que tem uma presença judia mais antiga na Hispânia romana.

Desde 2018, a Universidade de Lisboa, que conta com o financiamento do Ministério da Cultura e do Desporto espanhol, tem investigado onde estão os espaços lúdicos desta cidade. O anfiteatro romano de Ammaia é o quinto descoberto na província da Lusitânia. Ao contrário dos de Mérida e de Conímbriga, o anfiteatro foi construído usando madeira. O humildade anfiteatro, criado no século I, foi descoberto pela primeira vez através dos bancos de pedra que tinha inscritos os nomes dos seus proprietários. Os dados que temos sobre esta cidade pretencem ao reinado de Lúcio Vero, que data do ano de 166 d.C.

Ammaia, o mais importante vestígio do norte alentejano, fica no concelho do Marvão. As ruínas, que ficam em São Salvador de Aramenha, foram classificadas como Monumento Nacional em 1949.

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