Depois de um ataque dos Estados Unidos, Nicolas Maduro e a mulher foram capturados e deverão ser julgados em Nova Iorque por vários crimes, incluindo tráfico de droga. O espaço aéreo nas Caraíbas foi fechado a vôos comerciais, tal como a fronteira com o Brasil. O presidente colombiano ordenou reforço da segurança na fronteira com a Venezuela. Trump também já ameaçou o presidente colombiano.
O presidente do Brasil, Lula da Silva, considera que este ataque ultrapassa uma «linha inaceitável». Os líderes do Chile, Cuba (que poderá ser o próximo) e o boliviano Evo Morales também condenaram a intervenção dos Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, expressa preocupação pela situação no país e pede respeito pela lei internacional. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também disse estar «profundamente alarmado» com o ataque e o que dai poderá vir. Já foi pedida uma reunião de emergência na ONU.
Augusto Santos Silva, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, admitiu que existe há vários anos um plano de resgate dos cidadãos nacionais no Palácio das Necessidades (sede da diplomacia portuguesa). De Caracas a Santiago do Chile, sem esquecer Madrid, manifestações pró e contra Maduro tomaram conta das ruas. O governo de Portugal declarou como a grande prioridade a segurança da vasta comunidade portuguesa presente no país (muita dela binacional), apelou a redução das tensões e apelou ao respeito pelos direitos humanos.
A situação tem sido acompanhada ao minuto com o governo de Montenegro e a presidência da República a estarem em colaboração com a rede consular no país. Marcelo Rebelo de Sousa também falou com o ministro da Defesa e o presidente do governo regional da Madeira (já que a maioria dos portugueses a residirem na Venezuela são oriundos dessa região). Os portugueses na Venezuela admitem que é difícil ouvir o barulho dos aviões sabendo que não estão dentro de um filme de ação.
Até ao momento não há relatos de problemas envolvendo cidadãos portugueses. As respostas dos diferentes candidatos presidenciais diferem das suas cores políticas, a esquerda repudia enquanto a direita dá os parabéns. O Bloco de Esquerda foi um dos primeiros partidos a condenar o ataque.
Da condenação ao sinal de esperança, os candidatos reagem de formas diferentes
Um dos candidatos presidenciais, André Ventura, considera este um «sinal de esperança» tanto para a Venezuela como para a comunidade portuguesa. Marques Mendes diz que ainda é cedo falar sobre o ataque nas pede prioridade total a comunidade lusa. Cotrim Figueiredo, que há meses já fala com a oposição da Venezuela, também espera que os portugueses estejam a ser protegidos.
O candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, condenou o ataque a Venezuela e o «sequestro» de Maduro mas nega que sejam da mesma «cor política». Jorge Pinto, do Livre, espera que Portugal não apoie o «ataque ilegal» feito pelos norte-americanos.
Esta comunidade está em casa e a aguardar os próximos desenvolvimentos. Trump assegura que Maduro não terá um sucessor ligado ao seu regime mas ainda está a ponderar se o poder irá para as mãos da prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado. Disse ser esta a «hora da paz» mas Trump não a vê como a futura líder do país. Maria Corina Machado tem origem portuguesa, com o lado do seu pai a ter origem na ilha de São Miguel, nos Açores.
A France Press levanta a possibilidade de Edmundo González Urrutia, que está em Madrid, assumir o poder. Na conferência de imprensa, Trump diz que tomarão conta do país até que uma transição democrática aconteça. Uma das pessoas que deverá estar envolvida neste processo de transição é Marco Rubio. Delcy Rodríguez vai assumir o governo provisório.


