Felipe VI esteve presente na emotiva cerimónia de despedida a Jorge Sampaio no Mosteiro dos Jerónimos

O antigo presidente da República portuguesa tinha uma forte ligação com Espanha

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Os reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, foram nas exéquias fúnebres do antigo presidente Jorge Sampaio. Em representação de Espanha também esteve presente o ministro José Manuel Albares e a embaixadora Marta Betanzos. Sobre a presença nesta despedida, Albares assinalou o «referente intelectual e moral» que o antigo político português representava.

Jorge Sampaio tinha uma forte ligação ao país vizinho pois foi o local que escolheu para fazer a sua primeira visita oficial e uma das últimas que fez como presidente da república. A ligação de Sampaio a família real, em especial ao rei emérito, era bastante antiga e ficou marcada por ter sido o primeiro país que recebeu o socialista como presidente da República e foi um dos últimos onde esteve presente como chefe de Estado português.

Num telegrama enviado por Felipe VI a Marcelo Rebelo de Sousa antes da sua chegada a Portugal, o rei espanhol apresentou as suas condolências pela perda de uma grande personalidade não só para Portugal mas também para a «Europa, Iberoamérica e o mundo». A ligação entre as duas famílias e o trabalho feito para fortalecer as relações luso-espanholas também foram lembradas.

Portugal e o mundo despediram-se de Jorge Sampaio

O Mosteiro dos Jerónimos recebeu a despedida pública a Jorge Sampaio. No edifício, um dos mais emblemáticos da história de Portugal, figuras da vida política nacional e internacional estiveram presentes nesta despedida que nas ruas ficou marcada pela forte presença dos populares que ocorreram aos diferentes espaços onde decorreu as cerimónias fúnebres oficiais de Sampaio. Aplausos, silêncios respeitosos e «Vivas» foram presença constante em todo o percurso feito pelo caixão que foi transportado por uma guarda de honra montada.

No Mosteiro dos Jerónimos um dos grandes momentos foi a actuação de um coro de crianças de Díli que cantou «Ai Timor», tema que marcou a luta de Timor pela independência. O trabalho do presidente humanista, que foi um dos rostos da luta timorense, foi relembrado em declarações gravadas por Ramos Horta, antigo porta-voz da resistência timorense no exílio. Na cerimónia, que contou com uma forte vertente cultural e discursos emocionados (que lembravam o amor por um «Portugal frágil»), também estiveram presentes representantes da CPLP; de países europeus (como a França e o Luxemburgo) e do secretário-geral da ONU, António Guterres. A cerimónia demonstrou que Sampaio não era apenas um senhor de Portugal mas do mundo.

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