Movimento ProTEJO alerta para a necessidade de se adoptar um caudal ecológico

A revisão da Convenção de Albufeira é pedido antigo e servirá para adaptar a gestão às mudanças climáticas

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Há 23 anos, com a assinatura da Convenção de Albufeira, os governos de Portugal e de Espanha chegaram a um acordo em relação ao caudal dos rios ibéricos que compartilham, como é o caso do Tejo e do Douro. Desde então, muitos pedem a revisão desta Convenção para que a mesma se adapte às necessidades das populações e às mudanças climáticas que estão a transformar o clima ibérico e a aumentar os períodos de seca.

O movimento ProTEJO, que tem sede em Vila Nova da Barquinha, alertou num comunicado a necessidade de se adoptar um caudal ecológico para o Tejo ao contrário do caudal mínimo semanal existente e que em nada «resolve o problema da escassez e volatilidade de caudais», alertam. As autoridades espanholas estão dispostas a distribuir o caudal do Tejo da forma «mais uniforme possível», tal como pretende Portugal.

Para o movimento, este acordo entre os dois governos atira «água para os olhos dos portugueses» pois apenas defendem os interesses das hidroeléctricas. Portugal já tinha demonstrado a sua preocupação pois o tratado assinado entre os dois países não apresenta um volume diário de água vinculativo. A associação ambientalista defende que dever-se-ia, no mínimo, negociar com Espanha um caudal anual de 2.700 hm3 que poderia ser dividido pelos trimestres ou semanas e que regulado poderia dar para triplicar no verão, quando há menos água, de 17 m3/s para 45 m3/s.

Segundo o Ministério do Ambiente, as autoridades dos dois países estão em contacto permanente e acompanhando a situação para minimizar os impactos ao mínimo e distribuir o caudal do Tejo de uma forma semanal, 7 hm3 pelos sete dias da semana (1 hm3 diariamente). Estes valores representam apenas 13% do que está previsto na Convenção de Albufeira mas até ao fim do ano estes valores não deverão aumentar muito já que as reservas de água disponíveis nas albufeiras de Espanha estão relativamente baixas, especialmente no sul do país.

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