Museu da Língua Portuguesa é reinaugurado sem a presença de Bolsonaro

"Só dança quem está na roda", Marcelo Rebelo de Sousa desvaloriza falta não justificada do presidente brasileiro

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Depois de um grande incêndio que em 2015 arrasou o Museu da Língua Portuguesa, um dos primeiros no mundo dedicados a apenas uma língua, o espaço, que fica na parte superior da histórica Estação de Luz de São Paulo, voltou a abrir portas.

«O museu está localizado na Estação da Luz e que tem a luz da nossa língua, a luz de um sonho, a luz que nos promove, a luz que nos protege», afirmou o governador de São Paulo, João Dória, nas primeiras palavras ditas nesta nova vida do museu. Dória também não poupou críticas a Bolsonaro que preferiu estar presente numa passeata de mota. Nesta reinauguração também estiveram presentes os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer; o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. Também foram interpretados os hinos de Portugal e do Brasil pela cantora Fafá de Belém, que tem uma forte carreira nestes dois países.

No discurso feito na inauguração, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que estavam todos ali «para não esquecer as cinzas do passado, mas a partir delas construir hoje o futuro». O estadista português, que no dia anterior já tinha tido um encontro com Lula da Silva, respondeu a não presença de Jair Bolsonaro usando um ditado minhoto, «dança quem está na roda», para desvalorizar esta falta e reforçar o valor de uma ronda onde dançam 260 milhões de pessoas, podendo chegar aos 500 milhões no fim deste século. A língua portuguesa tem 382 mil vocábulos.

O Museu da Língua Portuguesa apresenta uma exposição totalmente digital, o que permitiu que com o incêndio o acervo não fosse perdido, que dá um grande foco nas diferentes formas de falar português que existem nos 4 continentes. Para além de Portugal e do Brasil, o português é falado em Cabo Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guine Equatorial e Timor-Leste.

O chefe de Estado português, que aparece num dos vídeos desta exposição, reforça que é nesta pluralidade «que reside a riqueza» da comunidade lusófona. Marcelo Rebelo de Sousa também agraciou o Museu da Língua Portuguesa, reconstruído com doações da Fundação Roberto Marinho e da EDP, com a primeira medalha alguma vez dada da Ordem de Camões.

Luso-brasileiros pedem a Portugal que reconheça as vacinas dadas no Brasil

Após a reinauguração do museu, Marcelo Rebelo de Sousa encontrou-se com a comunidade luso-brasileira, uma das maiores desta metrópole sul-americana que é a cidade do mundo com o maior número de falantes de português. Na Casa de Portugal, os luso-brasileiros vacinados no Brasil pediram ao presidente português que tornasse possível que as suas vacinas sejam reconhecidas em Portugal sem ser necessário realizar quarentena. No continente europeu são só aceites vacinas produzidas na Europa. O chefe de Estado adiantou que na reunião que vai acontecer na segunda-feira em Brasília vai se tentar chegar a «um acordo mútuo» de reconhecimento das vacinas.

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