Os cabos submarinos e os dados vão ligar Portugal a África e a América

A conexão de cabos pode contribuir para um reforço de 500 milhões anuais ao PIB português

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Os dados e os cabos submarinos, tal como as energias renováveis, são para Portugal o novo petróleo. O governo de António Costa acredita que a nova «revolução industrial» pode passar por aqui. O país não tem nas suas costas ouro negro (pelo menos não o necessário) para extrair mas a sua posição geográfica pode trazer muitos ganhos. O facto de ter uma energia solar bastante barata, 47% dos jovens com menos de 20 anos com formação superior e ser o terceiro país da União Europeia com o maior número de licenciados em engenharias podem ser alguns dos factores que transformem o país num hub global de armazenamento de dados.

Os continentes americanos, africano e europeu podem ser ligados (mais uma vez) através de Portugal. Os cabos submarinos, que cobrem o mundo, sempre passaram por aqui. Estas são autoestradas que ligam o mundo através do mar e transportam som, imagem e dados. Este tipo de cabos melhora as comunicações e numa era digital é primordial para melhorar o teletrabalho e as trocas comerciais. Para o primeiro-ministro, António Costa, este tipo de investimentos são também fundamentais para a segurança do mundo ocidental.

A conexão destes cabos pode contribuir para um reforço de 500 milhões anuais ao PIB português nos próximos anos. O mais recente, o cabo Equiano da Google, ancorou em Sesimbra e vai ligar o continente europeu a África do sul. Esta infra-estrutura de vanguarda tem uma capacidade de 144 Tbps (terabytes por segundo). Graças a este cabo submarino, os dados poderão ser enviados 20 vezes mais rapidamente.

O país vai receber brevemente dois novos cabos submarinos, o 2Africa e o Medusa. Este último passará por Sines. Na cidade alentejana está a ser construído um mega centro de dados, um dos maiores da Europa. No Museu Marítimo de Sesimbra, onde decorreu a cerimónia da chegada do cabo a Portugal, o ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, destacou que somos «periféricos no quadro europeu mas centrais no quadro atlântico».

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