Portugal e Espanha apresentam as maiores taxas de inflação em décadas

Governos apresentam planos para travar aumentos dos cabazes de alimentos

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Em Março, Portugal acompanhou a tendência europeia e teve uma inflação de 5,3%. Esta subida, a maior desde 1994, foi provocada (em parte) pela guerra na Ucrânia e é nos combustíveis e nos alimentos que é mais sentida. A subida é generalizada e está a encarecer a carteira dos portugueses. O novo governo português prometeu um pacote de medidas contra o aumento dos preços dos bens. A resposta do governo terá em «conta a preservação da capacidade produtiva do país, a ajuda às empresas com dificuldades de tesouraria e às famílias». Esta prevista uma mudança no desenvolvimento económico do país, onde a aposta na inovação e na qualificação deverá ser acompanhada de um menor uso do crédito bancário.

O impacto nas matérias-primas é grande e tem-se que pequenas padarias possam fechar até ao fim do ano pois Portugal apenas produz 10% dos cereais que consome. Em relação às botijas de gás, que estão em 30€, metade deste preço é margem de lucro para as distribuidoras de energia. O apoio de 20€ dado no Autovoucher dos combustíveis contínua durante o mês de Abril.

Mesmo estando presente desde o fim do ano de 2021, a inflação em Portugal não é tão grande como em outros países europeus. Segundo o Eurostat, a inflação na Alemanha é de 7,3%, a maior desde há quarenta anos, e em Espanha está em 9,8%, o valor mais elevado em quase 37 anos. Com a inflação bem perto dos 10 pontos percentuais e maior que a média europeia, o governo espanhol indica que este é «um mau indicador” mas medidas vão ser tomadas para mitigar esta subida de preços. Este pacote de apoios tem um valor de 6.000 milhões de euros. A subida dos preços dos componentes do cabaz familiar de compras é maior na eletricidade, combustíveis, alimentos e bebidas alcoólicas.

Os executivos de Portugal e Espanha pretendem colocar um teto a escalada da energia elétrica de 30€. Este é o 15.º mês consecutivo em que se regista um aumento dos preços no país de Pedro Sanchez.

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