Restos mortais de Eça de Queiroz serão trasladados para o Panteão Nacional

Turistas de várias nacionalidades visitam este monumento para conhecer mais um pouco sobre a história de Portugal

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Perto da igreja e do mosteiro de São Vicente de Fora, mandada reconstruir por D. Filipe I, encontramos o Panteão Nacional. Neste monumento nacional, visitado diariamente por centenas de turistas de vários pontos do globo, encontram-se algumas das principais figuras da história de Portugal. Para além desta visita, onde é possível ver inúmeros túmulos (mas não os dos reis ou de Camões), no alto deste edifício tem-se uma das mais belas vistas da cidade de Lisboa.

No Panteão estão figuras como Amália Rodrigues (o seu tumulo está sempre repleto de ramos de flores levados para lá pelos seus fãs), Eusébio Rodrigues, Aristides de Sousa Mendes e, agora, Eça de Queiroz. Para ter um lugar neste local, o panteão dos ilustres portugueses, é necessário terem se distinguido «por serviços prestados ao país, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade».

O escritor tem uma obra literária ímpar que se tornou determinante para a história recente da literatura em língua portuguesa. Eça de Queiroz nasceu no distrito do Porto em 1845 e foi autor de inúmeros contos e romances, incluindo O Primo Basílio ou O Crime do Padre Amaro. Essa trasladação vai acontecer em julho, entre os dias 17 e 21. A transladação, aprovada por unanimidade na Assembleia da República, vai dar honras de Panteão Nacional ao escritor da obra Os Maias. Este livro faz parte do ensino obrigatório e muitos dos amantes da literatura de Queiroz fazem o percurso descrito nesta obra. Esta obra é considerada como o melhor romance realista português do século XIX.

Eça morreu em Lisboa em 1900 e foi levado para o jazigo da sua família, em 1989, em Baião.

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