Túnel pode ser oportunidade para aumentar caudal do Tejo

Autarcas aplaudem ideia do Governo luso mas pedem uma nova barragem

Comparte el artículo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Para devolver água ao Tejo, e assim garantir o caudal ecológico, o ministro do ambiente português, João Pedro Matos Fernandes, pondera a construção de um túnel. Esta construção, com 50 quilómetros, ficaria entre a barragem de Cabril (Zêzere) e Belver (Alentejo) e implica um investimento de 100 milhões de euros para conseguir deslocar o caudal dentro da bacia hidrográfica. Para Matos Fernandes, esta «é uma solução com impactos ambientais baixíssimos».

Esta hipótese não envolve nenhum transvase mas sim um caminho entre os dois pontos, chegando sempre a Constância. Assim o caudal para a rega seria assegurado. Esta ideia é bem vista tanto por agricultores como por autarcas mas estes últimos ainda esperam a divulgação dos estudos para construção da barragem do Alvito, no rio Ocreza. Esta barragem ia ajudar a que Portugal não estivesse ao sabor do mercado eléctrico (os preços da electricidade Ibérica têm batido recordes este ano) e dos interesses sedeado no outro lado da fronteira.

Autarcas pedem barragem antes de túnel

Este é um pedido antigo de três comunidades que são banhadas pelos rios Tejo e Zêzere. O presidente de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, aponta para o facto de que a construção do túnel vai tirar água de um lado para o outro mas esta falta vai continuar e afectar o crescimento da fauna e da flora locais. De Agosto para Setembro houve uma descida acentuada na água armazenada nas albufeiras lusas. Nove, na sua maioria na bacia hidrográfica do rio Sado, estão a trabalhar com menos de 40% de água.

Construir um túnel é a próxima hipótese que está a ser estudada pelo governo após ter sido colocada de parte a renegociação da Convenção de Albufeira, que regula as relações hídricas entre Portugal e Espanha. Desde que a Convenção foi assinada, em 2000, o Tejo (o maior rio ibérico) perdeu 25% da sua disponibilidade hídrica. Quando olhamos para o consumo de água nos dois países, Espanha gasta bem menos por habitante mas Portugal é o que menos tem para consumir.

Noticias Relacionadas