Ambientalistas apontam para os perigos que o lobo-ibérico enfrenta

Em vias de extinção, o lobo está legalmente protegido em Portugal e em Espanha

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Treze grupos ambientalistas portugueses pedem, ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a suspensão da caça ao javali. Este período de excepção acontece para prevenir a peste suína africana e minimizar possíveis problemas aos cultivos agrícolas e a floresta mas não é visto por todos com bons olhos. Para os ambientalistas a caça ao javali pode colocar em causa a já frágil conservação do lobo-ibérico. Até ao fim do mês esta espécie está no seu período de reprodução.

Segundo o ICNF, esta caça ao javali não poderá acontecer em áreas identificadas como de reprodução de lobo. Um centro para lobos em situação vulnerável (ao lado da tapada de Mafra) e o Parque Natural de Montesinho são dois dos habitats com maior potencial para o lobo-ibérico. Em Portugal, onde este animal em vias de extinção é protegido por lei (o mesmo acontece um pouco por todo o continente), existem 300 indivíduos.

Espanha protege os lobos-ibéricos

Em Espanha, especialmente no norte do país, existem dois mil lobos-ibéricos. Este animal, tal como em Portugal, faz parte da lista de espécies selvagens em regime de protecção especial e por isso a sua caça é proibida acima do Douro. Esta proteção está inserida na Convenção de Berna. Se os ambientalistas apoiam esta medida, os agricultores relembram as perdas económicas e de animais que sofrem às mãos do lobo-ibérico.

Para a associação Ecologistas en Acción «o lobo é uma espécie-chave nos ecossistemas, sendo a sua conservação um desafio necessário, indissociável da defesa da biodiversidade ibérica».

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