Aranjuez, um paraíso real e monumental

Sua história passa a ter maior relevância em 1560 quando o rei Felipe I de Portugal e II da Espanha o nomeou o município como um dos lugares reais

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O Real Sitio e Vila de Aranjuez é um dos lugares reais da monarquia espanhola mais interessantes para visitar na Comunidade de Madrid: reúne monumentos, beleza, história, natureza e arte.

Está localizado ao sul daquela comunidade, a uma distância de 42 quilômetros da capital espanhola, na comarca de Las Vegas, justo na confluência dos rios Tejo e Jarama.

Sua história passa a ter maior relevância em 1560 quando o rei Felipe I de Portugal e II da Espanha o nomeou o município como um dos lugares reais, também possui o título de vila desde 1899. Por isso, também é conhecido como Real Sitio e Vila de Aranjuez.

Felipe II se propôs a tornar realidade um desejo de seu pai, Carlos V, que queria construir, entre dois rios, um edifício de inspiração italiana. Este monarca foi responsável por reorganizar a propriedade durante a idade média, trazendo para tanto o mesmo arquiteto do Escorial.

A zona mais vistosa do Real Sitio de Aranjuez é a que ocupa o palácio e os jardins, levantados às margens do Tejo por vontade de Felipe II, que sempre sonhou fazer navegável o Rio Tejo até Lisboa.

Por volta de 1715, já no séc. XVIII, os reis bourbons deram continuidade às obras, primeiramente o rei Felipe V e logo após Carlos III. Nesta época, os jardins foram tomando maiores extensões, o palácio em si, ganhou novas incorporações e adquiriu ares franceses, juntamente com a preexistente arte mudéjar, característico do renascimento italiano.

Por longos períodos, o palácio foi usado como residência da monarquia espanhola durante a primavera, e vários foram os reis responsáveis por sua forma atual, manteve seu esplendor e uso até 1870, reinando então Isabel II. Felizmente sobreviveu perfeitamente conservado até hoje.

A visita ao palácio é obrigatória, é o monumento mais imponente de Aranjuez e visível desde toda a cidade, chama a atenção pelas cores em branco e vermelho em sua fachada. Seu interior reúne grande valor histórico e artístico, pois os monarcas sempre se empenharam em trazer os melhores profissionais da arquitetura, escultura, pintura, jardinagem e outras artes.

Representando o luxo e conforto próprios do séc. 19, destaque para duas salas encomendadas pelo Rei Carlos III: o Gabinete Árabe, de inspiração na Alambra de Granada, que inclusive contou o mesmo restaurador desta construção e o Gabinete de Porcelana, prova evidente do romanticismo da época, tendente ao oriental e exótico, foi a primeira grande realização da Real Fábrica de Porcelana do Palácio do Bom Retiro. Também espetacular e enigmática é a Sala dos Espelhos ou peça de vestir do Rei, construída por ordem de Carlos II, com pinturas mitológicas e alegóricas.

A última grande reforma foi feita pela rainha Isabel II, assídua do Real Sitio, sempre acompanhada de uma elite burguesa, deu uma nova cor, modernidade e ecletismo ao local, em 1851 pôs em funcionamento a ferrovia Madrid-Aranjuez, chamada hoje de trem de “la fresa” morango em castelhano, operante até os dias atuais.

Se há algo ser destacado em Aranjuez são os impressionantes jardins que se construíram ao redor do Palácio, todos merecem a visita! Conheçamos todos:

O Jardim do Rei, no lado sul do palácio, é o único do Sec. 16, época de Felipe II, um espaço retangular adornado com múltiplas figuras e estátuas, destacam-se as de Felipe II, Carlos V e doze bustos dos césares romanos, talvez relacionando o império que Felipe II recebeu de seu pai com o império romano.

O Jardim do Parterre, também chamado de pequeno Versalhes, foi mandado construir por Felipe V, o primeiro bourbon a residir no local, com um estilo claramente francês, evoca os palácios parisienses.

O jardim de Isabel II está integrado na área urbana de Aranjuez e no centro se localiza uma estátua da Rainha Isabel II; já o jardim da ilha, recebe esse nome porque está rodeado pelo Tejo, possui estátuas e fontes que representam heróis gregos e elementos da mitologia.

Importante e grandioso, com muitos caminhos para perder-se é o Jardim do Príncipe, detém uma impressionante quantidade de árvores, muitas delas provenientes da América, ali está localizado o Museu de Falúas.

O Museu de Falúas, reúne utensílios e embarcações que os reis usavam para navegar pelo rio Tejo, todas em perfeito estado de conservação, resulta curioso imaginar os reis utilizando esses barcos com decorações tão peculiares.

No mesmo jardim do príncipe e a uns 4 km do palácio real, encontra-se a real casa do labrador, construída por ordem de Carlos IV, o palácio é uma joia da arte rococó do Sec. 18. Reúne obras de arte e um conjunto arquitetônico espetaculares. Para o rei Carlos IV, o caçador, era seu real sitio favorito, sua ideia era construir um edifício de luxo para poder descansar depois de suas caças, ali celebrava suas cerimônias mais intimas.

A praça de casais está situada em um dos lados do Palácio, é muito atraente por seus arcos e partes altas com terraços adornados com plantas. Evidentemente Aranjuez conta com vários lugares para ver e visitar, tanto no centro como na periferia, deixamos apenas os locais que consideramos mais imprescindíveis.

Visitar Aranjuez, sem dúvidas, é um dos melhores passeios para quem visita a Comunidade de Madrid, especialmente nos dias agradáveis de primavera, como faziam os reis espanhóis.

 

Para maiores informações consultar:

https://visita.aranjuez.es/

https://www.patrimonionacional.es/

 

Fotos cedidas por Patrimonio Nacional

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