Governo de António Costa toma posse e aponta para o futuro

O novo executivo português tem vários desafios e procura novas oportunidades

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Marcelo Rebelo de Sousa deu posse, no Palácio da Ajuda, ao XXIII Governo Constitucional liderado por António Costa. Este é um dos governos mais pequenos da história da democracia portuguesa e marca por ser paritário. Na tomada de posse estiveram presentes os anteriores membros do executivo e o novo presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva. Este governo tomou posse dois meses depois das eleições.

Dezassete ministros e trinta e oito secretários de Estado compõe a equipa que tem como grandes desafios a aplicação do PRR, a recuperação após a pandemia de COVID, responder às alterações climáticas, assegurar a transição digital, combater as desigualdades sociais e a guerra na Ucrânia. Este último tópico foi lembrado por Rebelo de Sousa que espera que para além de resolver problemas também criem novas oportunidades. O governo toma posse em pleno conflito bélico e no meio da maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial. Portugal já recebeu mais de 20 mil pedidos de residência de cidadãos ucranianos.

No discurso que o presidente da República fez após o juramento dos ministros e secretários de Estado avisou Costa que uma maioria absoluta não é o equivalente a um poder absoluto e que não aceitaria que o primeiro-ministro saísse a meio do mandato. Muitos analistas políticos apontam que o socialista pode querer um cargo internacional, ao estilo de Durão Barroso, a partir de 2024 e neste novo executivo tem nas suas mãos a pasta dos assuntos europeus. «A maioria absoluta corresponde a uma responsabilidade absoluta para quem governa», sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da república acredita que os portugueses esperam deste governo mais segurança e estabilidade.

Governo unido para trabalhar por todos os portugueses

Já no primeiro discurso feito nesta nova legislatura, António Costa apelou a união de todos os portugueses para os próximos anos. Um governo que se quer estável e que contribuía para o desenvolvimento nacional. Este será o executivo que vai colocar em funcionamento o maior financiamento europeu de sempre. «Virámos a página da austeridade. Estamos a virar a página da pandemia. Vamos virar a página da guerra, e juntos e só juntos conseguiremos, também, escrever as páginas de um futuro que queremos radioso», disse Costa que também pediu uma maior participação das camadas mais jovens e preparadas do país. Só com a participação destes será possível continuar a crescer e escrever a nossa história. O primeiro-ministro reforçou a vontade que o seu executivo tem para servir o país e que as tormentas não devem nos tirar do caminho.

Von der Leyen felicitou Costa por um novo mandato e promete trabalho conjunto «pela recuperação de Portugal e da Europa». Pedro Sanchez também recorreu às redes sociais para felicitar o português pela tomada de posse do novo governo.

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