Depois da Cimeira do G20, Lula da Silva e Xi Jiping voltaram a reunir-se em Brasília. O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada, onde almoçaram e jantaram juntos. Uma larga comitiva chinesa e brasileira participou neste encontro. Durante a visita de Xi Jinping ao Brasil, mais de 37 atos de cooperação foram assinados. Entre os atos assinados estão temáticas como: agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimentos sustentável, turismo, desporto, saúde, educação e cultura.
A visita de XI Jiping decorreu sobre um forte esquema de segurança.Em declarações aos jornalistas, o presidente chinês disse que não há uma solução simples para o conflito entre Rússia e Ucrânia. Situação que se intensificou nos últimos dias. «As relações China-Brasil encontram-se no melhor momento na história. Hoje, gostaria de anunciar, junto com o Presidente Lula, a elevação das relações China-Brasil para a Comunidade de Futuro Compartilhado por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável», declarou o presidente Xi Jiping.
Para Lula, esta é a reunião mais importante feita entre os dois estados. Já o presidente Lula da Silva vê como positiva a sinergia entre a Rota China / Brasil, a nova Rota da Seda que o gigante asiático pretende criar. Mesmo vendo como positivo, o Brasil não vai aderir a esta rota. Pequim e Brasília pretendem criar uma «parceria de ouro». Tanto a China como o Brasil defendem paz para a Ucrânia e o reconhecimento do estado da Palestina (algo que Espanha já o fez).A China é o maior parceiro comercial do Brasil (desde 2009), especialmente quando falamos do agronegócio. No último ano, as relações comerciais entre os dois países bateu um recorde de US$ 157,5 biliões. Vários especialistas alertam que o Brasil não deve ser tão dependente a nível económico da China.
Os dois países têm relações há 50 anos.