Ministro dos Negócios estrangeiros tem plano de retirada dos 240 cidadãos que se encontram na Ucrânia

António Guterres demonstrou a sua preocupação pela situação na Ucrânia e cimeira de segurança

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O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, anunciou em entrevista a RTP que o Governo tem um plano de retirada dos 240 cidadãos que se encontram na Ucrânia caso haja uma invasão por parte das tropas russas. Os Estados Unidos acreditam que a Rússia ainda pode invadir a Ucrânia nos próximos dias.

Este plano de retirada poderia ser colocado em prática num par de horas. Deste grupo, quarenta já saíram do território. Várias companhias aéreas internacionais interromperam os seus voos para a Ucrânia e esta situação levou a que um eurodeputado português e o presidente da Eslováquia ficassem apeados. «Estamos mais perto de uma guerra mas ainda não é irreversível» e que a Rússia não está sob a ameaça de ninguém, acredita Santos Silva.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, tem advertido que uma confrontação militar na Europa seria catastrófica e ofereceu-se para mediar o diálogo com Putin. «Necessitamos de um aumento da diplomacia para a paz, um aumento da vontade política para a paz e um aumento da inversão para a paz», defendeu Guterres. A Carta das Nações Unidas, pilar do direito internacional, estipula que todos os estados devem «resolver as suas controvérsias internacionais por meios pacíficos de maneira a que não se ponha em perigo a paz».

Situação na Ucrânia preocupa o secretário-geral da ONU

O máximo representante das Nações Unidas está a participar na Conferência sobre Segurança, que está a acontecer em Munique, onde expressou a sua profunda preocupação sobre o aumento das tensões no leste europeu. Esta é a maior ameaça a segurança global desde a Guerra Fria.

Sobre a atual situação, Santos Silva apelou para que se continue a usar a via diplomática e que caso necessário Portugal vai participar numa futura acção da NATO com centenas de militares. Estes iriam para alguns dos países que fazem a fronteira leste da NATO. Atualmente a Ucrânia ainda não faz parte deste grupo. Muitos acreditam que esta entrada pode acontecer na reunião, que este ano vai acontecer em Madrid.

A resposta do grupo de países ocidentais deverá ser económica e não militar. A Rússia vai continuar os seus exercícios militares na Bielorrússia sem data de término mas sem entrar em conflito, segundo Macron. Ao contrário de outras embaixadas, que abandonaram Kiev por Lviv, a portuguesa mantém-se na capital ucraniana, houve um reforço do pessoal e pede para que os portugueses no país entrem em contato.

A diplomacia portuguesa já expressou a sua solidariedade com o Governo ucraniano. Em Portugal houve uma manifestação de ucranianos a frente da Embaixada da Rússia. Este movimento também aconteceu em outras cidades mundiais. Os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus vão se reunir para discutir sobre esta situação. O chefe da diplomacia também apelou para que os portugueses saiam do país antes que haja um escalar da situação. Este mesmo apelo foi feito por outras nações europeias, como é o caso de Espanha.

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