Portugal abre as portas aos ucranianos que se queiram refugiar no país

Manifestações e sanções marcam a resposta europeia contra a guerra na Ucrânia

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A invasão da Ucrânia por parte da Rússia deixou o mundo sem palavras num conflito descrito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, como “a maior crise de segurança por que a Europa passou desde a II Guerra Mundial”. As imagens transmitidas pelos meios de comunicação social têm levado a reacções de inúmeras figuras políticas, incluindo as portuguesas.

António Guterres, que apelou ao cessar das hostilidades em nome da humanidade, é o maior representante da diplomacia mundial e é acusado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russos por se ter vendido ao ocidente. Estas declarações por parte de Lavrov, um dos mais altos escalões do governo e um dos indivíduos que faz parte da lista de sanções apresentada pela União Europeia, já foi alvo do repúdio de Josep Borrell. O chefe da diplomacia europeia é defensor da criação de um exército europeu.

A invasão russa tem levado não só a resposta dos líderes como das populações que se tem manifestado. Londres, Nova Iorque, São Petersburgo, Roma, Barcelona, Porto, Lisboa e Lagos têm sido alguns dos pontos onde tem existido manifestações e cordões humanos. Em Belém, um cordão humano juntos centenas de pessoas e Marcelo Rebelo de Sousa condenou e relembrou a solidariedade com a resistência do povo ucraniano. O presidente da República também lembrou que ao longo dos séculos os portugueses também lutaram pelo seu território. Em Portugal as vigílias têm acontecido em frente de edifícios camarários, escolas, embaixadas e grandes praças que estão pintadas com os tons da bandeira da Ucrânia.

Manifestações em Lisboa

Na manifestação em frente a câmara municipal de Lisboa, Carlos Moedas reforçou o papel da capital como aberta a todos. Ficou conhecida por este papel durante a II Guerra Mundial por ter acolhido os refugiados. O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou a abertura total de Portugal e a concessão de vistos pelas embaixadas na Roménia e na Polónia a quem queira procurar refúgio nas terras lusitanas. Uma manifestação juntou todos os partidos políticos que pediram o cessar imediato do confronto.

Os primeiros ucranianos, e portugueses residentes no país, já chegaram a território português. Em Portugal existem 30 mil ucranianos mas nos anos 90 esta comunidade esteve muito próxima de 1 milhão de habitantes. A atual guerra pode trazer milhares de refugiados ucranianos para Portugal.

O executivo português, que faz parte do grupo de 50 Estados que repudiam esta guerra, tem apoiado as sanções económicas e já foi anunciado o destacamento de 175 soldados para a Roménia. Também será enviado material militar, como outras nações estão a fazer, para as forças ucranianas. O espaço aéreo lusitano, tal como o britânico, foi fechado a aviões russos.

Russos com Vistos Gold em Portugal

A base das Lajes, usada pela NATO, tem visto um aumento da passagem de caças. Na última década, Portugal concedeu 431 vistos gold a cidadãos russos, que resultaram num investimento no País de 278 milhões de euros. Só em 2021 foram 65 e investimentos de 34 milhões. O ministro dos negócios estrangeiros anunciou a suspensão da atribuição de Vistos Gold a cidadãos russos. Também foi confirmado que qualquer cidadão que faça parte da lista de sancionados, tendo ou não dupla nacionalidade, terá os bens congelados em Portugal.

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