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Após a crise sanitária provocada pela Covid-19, chegou o abalo na economia. Dez países europeus revelaram os dados do último trimestre e de todos, foi a Espanha, com o seu PIB a recuar 18,5%. Entre Abril e Junho, os restantes países que fecharam os quatro primeiros lugares nesta catástrofe económica que está a formar-se na Europa temos: França (13,8%), Itália (17,3%) e Portugal (14,1%).

Esta é a maior contracção do PIB português desde que vivemos num regime democrático mas comparado com o último período homólogo, está um pouco maior. Estes dados, que foram apresentados tanto pelo Eurostat como pelo Instituto Nacional de Estatística, demonstram uma contracção histórica que pode ser explicada por diversos factores como: medo (o que levou a que as pessoas iniciassem um confinamento antes que o governo o decretasse), um baixo nível de consumo (o que continua a ter uma grande importância na economia portuguesa), quebras no investimento privado e as ondas de choque que estão a atingir o importante sector do turismo, e daqui não podemos deixar de referir o facto de Portugal estar fora do corredor aéreo britânico. Este último ponto também está a fazer mossa na economia espanhola.

Principais parceiros estratégicos também em crise

Na Europa, e deixando de lado o Reino Unido, os principais parceiros comerciais de Portugal também estão a passar por contracções dos respectivos PIB’S e até que se volte a exportar como antes da pandemia, a situação portuguesa demorará a normalizar.

Sobre estes dados, o Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, desabafou que «É provável que algumas empresas não consigam aguentar», o que vai levar a mais insolvências e desemprego, actualmente a taxa está nos 9%. Para que tal não aconteça, o ministro defende que a retoma da economia deve acontecer o mais rapidamente possível e com um apoio estruturado às empresas.

Já o novo ministro das Finanças, João Leão, reagiu num comunicado lembrando que alguns indicadores económicos, nas últimas semanas começaram a apresentar sinais de recuperação. Acredita-se que em 2022 Portugal poderá voltar aos níveis de 2019.