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O grupo de construção espanhol Sacyr vendeu as filiais que tinha em Angola, Moçambique e Cabo Verde a Griner (uma das quatro maiores construtoras a actuar no mercado angolano, ficando atrás apenas da Omatapalo e das portuguesas Mota-Engil e Casais) por 33 milhões de euros. Segundo a companhia espanhola, este negócio é justificado na aposta em mercados de maior referência, como é o caso da Colômbia ou o Chile.

Esta venda não é traduzida na saída abrupta do mercado africano de língua portuguesa, já que a Sacyr, segundo um comunicado emitido pela própria após o anúncio deste negócio, «dará apoio técnico aos projectos de maior complexidade em curso, como o Porto de Nacala e a empreitada de construção civil da área 1 do projecto de LNG em Moçambique, ou as DMU e o porto de Namibe em Angola».

Até 2021, da pauta de grandes obras públicas em Angola destaca-se o metro de superfície em Luanda, que terá um custo de três mil milhões de dólares, será construído através de uma PPP pela empresa alemã Siemens Mobility.

A entrada da Sacyr nos PALOP aconteceu através da sua filial portuguesa Sacyr Somague. Em Angola, Moçambique e Cabo Verde construíram portos, auto-estradas, hospitais, edifícios habitacionais e instalações desportivas.

A companhia de construção civil Sacyr é a sétima maior a actuar no mercado espanhol e o acordo parassocial estabelecido com a portuguesa Somague, propriedade da família Vaz Guedes, faz com que atinjam uma maior posição na Península Ibérica e na América Latina, onde já estão fortemente instalados.