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O México assumiu nesta terça-feira a presidência da Comunidade dos Estados latino-americanos e caribenhos (Celac), sem a presença de chefes de governo e de Estado, perante representantes de 29 países e com a ausência do Brasil e da Bolívia.

O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, garantiu que Celac não deve ser vista como “outro espaço” para discutir o mesmo que ser discutido em todas as outras agências.

Ebrard comentou que o Brasil “decidiu não participar” desde o ano anterior e que a Bolívia -que precedeu o México na presidência da Celac- havia anunciado que não participaria da mudança de presidência por atrito com a Bolívia.

Ao assumir a presidência, o México apresentou uma proposta baseada em duas ideias principais, explicou o chanceler, primeiro a importância do “fortalecimento” da comunidade e a segunda é que é o instrumento de cooperação mais poderoso da região.

Para este fim, o México apresentou uma agenda de 14 projetos em que espera ter resultados durante o ano em que vai durar sua presidência. López Obrador, presidente do México, tenta relançar a agência em meio a uma forte divisão de interesses.

A Celac nasceu há dez anos e está arrastando uma crise nos últimos cinco. Celac é um organismo exclusivamente americano fundamentalmente dos países de língua espanhola e portuguesa. Tornou-se um concorrente do espaço também criado no México, em 1991, da comunidade ibero-americana (que compõe a América Latina e os países ibéricos), cujas reuniões sempre foram os representantes do Brasil nos últimos anos. A próxima cimeira ibero-Americana terá lugar em Andorra em novembro próximo.