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Javier Conde Fiestras, empresário residente em Santiago de Compostela, na Galiza, foi detido pela polícia autonómica da Galiza por suspeitas de ter roubado material sanitário no valor de cinco milhões de euros, incluindo dois milhões de máscaras, avança o La Voz de Galicia esta segunda-feira. A detenção foi feita com a ajuda das autoridades portuguesas, uma vez que os indícios apontavam para que a venda do material tivesse sido feita a uma empresa em Portugal, onde o material seria posteriormente vendido.

“Tudo parece indicar que o roubo ocorreu quando a pandemia de coronavírus já estava presente em vários países e era considerada um problema de saúde pública”, afirmou o vice-presidente da Xunta, que garante que os autores “estavam plenamente conscientes de que este era um material muito necessário. na luta contra a doença e que era já escasso”.

A investigação teve início após uma denúncia, feita já depois o início da pandemia, que dava conta de que uma empresa, localizada em Tambre, especializada em equipamentos de proteção estava em insolvência e tinha em sua posse “um grande número de máscaras FFP2, luvas cirúrgicas, calças, uniformes sanitários, armários de remédios e álcool”.

Quando as autoridades chegaram ao local, no entanto, depararam-se com a falta de quase todo o material que deveria estar no local, tendo sido deixados para trás apenas os produtos que têm sido menos procurados. Além disto, o material roubado teria sido retirado das caixas originais “com o objetivo de ocultar a sua proveniência”, explica ainda o vice-presidente.

As câmaras de videovigilância do local acabaram por facilitar a descoberta do autor do furto e dos seus contactos, que serão portugueses e também se deslocaram ao armazém.

A hipótese atual, explica o vice-presidente, “é que, após o equipamento médico ter sido roubado, este terá sido vendido a uma empresa sediada em Portugal“.

O homem já foi interrogado e será presente a tribunal, enquanto decorre a investigação, em colaboração com as autoridades portuguesas, para determinar quem serão os cúmplices que terão recebido o material em falta.