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O ex-presidente da EFE (2012-2018) e atual diretor de publicações de La Razón, declarou em um artigo recente que “o presidente da Câmara municipal do Porto aposta numa espécie de união entre Espanha e Portugal. Não é o único. Saramago foi um defensor absoluto de uma Confederação Luso-espanhola ao longo da sua vida, e antes dele Pi i Maragall, Unamuno, Teófilo Braga e Joan Maragall, entre outros.”

José Antonio Vera acredita que “juntos numa espécie de Benelux (o Iberolux proposto por Rui Moreira), portugueses e espanhóis poderiam constituir uma potência de 60 milhões de pessoas que teriam um peso na UE semelhante ao de França e Itália”.

O jornalista espanhol acrescenta que “as sondagens, tanto lá como aqui, são cada vez mais favoráveis ao iberismo, tendo evoluído de 20% a 70% para 70%%-75% de apoio”.

Para o ex-presidente da EFE é claro que o maior inimigo do iberismo é a classe política de ambos os países, “não fazemos progressos na procura de fórmulas de união e/ou cooperação porque temos uma classe política, lá e aqui, demasiado egocêntrica que ignora as sondagens e a rua. Tomara que mais vozes como a de Rui Moreira sejam ouvidas em Portugal. Se não temos fronteiras, se estamos ligados pela história e pelas nossas línguas semelhantes, não se entende que continuemos de costas voltadas”, sublinhou.

MÉDICOS ESPANHÓIS

Questionados sobre esse assunto, os médicos espanhóis acreditam que um ‘Iberolux sanitario’ seria algo enriquecedor. “Qualquer tendência a se unir, a crescer em vez de empobrecer é sempre positiva”, diz Gabriel del Pozo, secretário geral da Confederação Estadual dos Sindicatos. Médicos (CESM).

“Na saúde, já temos médicos que constantemente atravessam a fronteira e vão trabalhar em Portugal, há uma colaboração permanente. No nível profissional e no nível sindical, é um espaço que devemos compartilhar”, afirmou o representante do CESM.