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O vencedor da 32.ª edição do prémio Camões, o mais prestigiado em língua portuguesa, é o autor Vítor Aguiar e Silva. O anúncio do vencedor foi feito por Graça Fonseca, ministra da cultura portuguesa. Esta escolha foi feita por um júri composto por representantes dos países de língua oficial portuguesa.

Sobre a conquista deste galardão, o escritor e humanista português referiu, numa breve declaração ao jornal Público, estar «tão comovido que não consigo alinhar duas palavras».

Ensaísta e camoniano, as obras de Aguiar e Silva, que é um especialista na literatura dos séculos XVI e XVII, as suas obras têm sido estudadas por gerações de jovens universitários. Da sua bibliografia destaca-se: «Teoria da Literatura», «A Estrutura do Romance» e «Camões: Labirintos e Fascínios».

O natural de Penalva do Castelo, que nasceu em 1939, esteve envolvido na proposta que levou a criação do instituto Camões e é uma das vozes críticas do novo «Acordo Ortográfico», que pretende nivelar a língua portuguesa nas suas diversas latitudes. É um dos signatários da «Petição em Defesa da Língua Portuguesa», que conta mais mais de cem mil assinaturas.

O Prémio Camões foi criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil e todos os anos homenageia o escritor cuja obra tenha contribuído para a projecção e o reconhecimento da língua portuguesa no mundo. Alguns dos vencedores mais conhecidos são: Miguel Torga, José Craveirinha, Vergílio Ferreira ou Chico Buarque.

A vitória do músico brasileiro, no ano passado, foi envolta em alguma polémica já que Jair Bolsonaro não queria assinar o diploma.

A entrega chegou a estar marcada para a data simbólica de 25 de Abril, só que devido a pandemia a mesma não pode acontecer.