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Mais de um mês depois, Portugal saiu da lista dos países considerados «não seguros» pelo governo inglês. Desde sábado que todos aqueles que queiram viajar entre as duas nações já não terão que realizar uma quarentena após voltarem ao Reino Unido.

Esta decisão do ministro dos Transportes britânico foi aplaudida por Marcelo Rebelo de Sousa, que está a passar férias no Algarve, a região mais afectada pela falta de turistas ingleses, e que segundo João Fernandes, o responsável máximo pelo turismo, terá que «aproveitar ao máximo» esta oportunidade nos 4 meses que se avizinham para tentar colmatar as inúmeras perdas registadas até ao momento.

Existe a confiança na recuperação do «tempo perdido» e para que tal aconteça, o Turismo de Portugal e a TAP avançaram com uma campanha com escala europeia para contribuir para a retoma do sector do turismo nacional.

Se o norte e o Alentejo estão a ter um ano positivo, especialmente graças aos turistas nacionais que estão a aproveitar para conhecer os recantos mais escondidos, os condutores de «tuk-tuk» e de autocarros turísticos estiveram em greve e alertam que em alguns casos, por dia, mal conseguem ganhar para comer.

Desemprego no turismo

Sendo este uma das mais importantes áreas da economia portuguesa e que deu um grande impulso para que o país saísse do buraco onde estava após a última crise económica, o confinamento, o medo dos turistas e o corredor britânico, que só agora vai funcionar sem qualquer tipo de impedimento, fez com que o número de desempregados aumentasse para os 407 mil, o que significa um aumento de 0,2%; mais 637 pessoas em relação ao mês anterior. Muitos destes novos desempregados são jovens e trabalhadores precários do sector do turismo.

Em relação a estes desempregados, durante a cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excepcional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, que vai criar 15 mil postos de trabalho até ao final do ano, António Costa declarou querer que os desempregados deste sector poderiam passar para lares e outros equipamentos sociais pois a formação base, de cuidado dos outros, já tem e como tal podem tanto abraçar uma nova área social como reforçar o pessoal das IPSS.