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A estátua do Marquês de Pombal, em Lisboa, foi escolhida para o arranque de Auga Seca, a produção luso-espanhola que estreou na semana passada em Portugal, na RTP. A história desenrola-se entre a capital portuguesa e Vigo, onde um jovem português aparece morto a tiro e tudo aponta para ligações a uma organização criminosa.

“A parceria de produção entre Portugal e a Galiza é um exemplo a seguir não só pela forte relação histórica, mas porque são produções que têm muito a ganhar pela troca de experiências na forma de fazer e no saber fazer. A Galiza tem uma forte indústria de série e enriquece-nos enquanto atrizes e atores”, garante, ao TRAPÉZIO, Victoria Guerra, protagonista da série. “Foi um desafio que me entusiasmou de imediato por ser uma personagem fora da minha zona de conforto, num idioma diferente”, acrescenta.

De acordo com os dados enviados ao TRAPÉZIO pela RTP, a estreia de Auga Seca contou com 242 mil espectadores e vem reforçar a aposta do canal nas parceiras com Espanha. “As coproduções são uma forma inteligente de produzir conteúdos de ficção com mais recursos e com mais capacidade de distribuição junto do público. A RTP e a TV Galiza há muitos anos que são parceiras neste tipo de projetos e Auga Seca foi uma nova oportunidade de produzirmos uma série em conjunto, uma série que poderá ser vista em Portugal e em Espanha e que tem já assegurada uma distribuição internacional relevante. Estes projetos permitem também juntar equipas criativas e de produção, criando novas ligações e reforçando a experiência internacional”, esclarece ao TRAPÉZIO, José Fragoso, diretor da RTP1, acrescentando que existem outras “ideias em desenvolvimento que poderão juntar a RTP e outros operadores espanhóis”.

Auga Seca estreia dia 1 de fevereiro na TVG (Televisão da Galiza).