Fermoselle no Fitur

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Uma das representações zamoranas mais destacadas na Feira de Turismo de Madrid (Fitur) leva o nome de um dos povos, não só, mais bonitos da nossa província senão de toda a península Ibérica, Fermoselle, adjectivo que está implícito no nome. Enche-se a boca e o paladar, os olhos assombram-se e a alma sente prazer diante de tal beleza incomensurável.

A bravura das suas colheitas, as suas rochas ásperas, o seu castelo no pico mais estreito. O afastamento das suas caves que convidam à calma, ao frescor das paredes de pedra talhadas há tantos séculos. Nelas, a maioria visitável, o turista se empolga com o trabalho de armas milenares numa época em que a pressa não marcava o ritmo de uma vida estreita e sem rumo. Fermoselle é pedra e é vinho, é uma rua de paralelepípedos, é varandas e arquitectura, é adega, é cheiro de lenha e tomilho, é sol e vento.

Uma vila encarnada com milhares de corações que deixaram a sua marca em cada esquina. Os emigrantes que carregaram a cor da uva pelo mundo, isto no reflexo dos seus olhos. Daquela videira que é mãe e sustento, aquela dourada do sol onde repousa, uma vez transformada em vinho, isto na quietude do silêncio que permeia com o seu aroma a suave atmosfera das suas adegas. Cavernas onde se guarda o bem mais precioso, o ouro em forma de suco que se extrai gota a gota de uma terra fértil e extraordinária.

Fermoselle galante de sabores, cores que explodem nos seus galhos, feitos de madeira pintada no estilo Fermosella, única na sua simplicidade e fantasia. Escondidos locais onde ainda se ouvem as queixas de amor das papoulas, onde as vides repousam antes de dar a luz, onde o céu se repete desde que a Ibéria é Ibéria, desde que o primeiro homem colocou a sua antiga semente na terra fértil que rodeia o município.

De Fermoselle, do céu ao subsolo, aromáticos caldos, das asas que dão flores nos seus penhascos frutados. Da obscuridade ao silêncio das suas covas ao sol que explode na retina enchendo o mundo de pétalas e frutos, de aromas que penetram na alma e não se esquece nunca, como no primeiro beijo.

Fermoselle envolve-te num voluptuoso abraço do qual o viajante jamais se conseguirá soltar.

Pedra, história viva de um povoado que conta as suas vivências em cada esquina, em cada rama, em cada parra. Orgulhosa e altiva, sabendo-se a mais galante das belas.

Simplesmente Fermoselle.

Beatriz Recio Pérez

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