Ataque a academia do Sporting termina com penas de prisão

O antigo presidente do clube leonino, Bruno de Carvalho, foi absolvido da autoria moral deste ataque

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Um dos julgamentos mais mediáticos dos últimos anos em Portugal, onde mais de 40 arguidos estavam acusados de práticas terroristas pelo ataque a academia de treinos do Sporting, terminou com penas de prisão para apenas 7 dos que foram chamados a tribunal e o polémico antigo presidente desta instituição, Bruno de Carvalho, foi absolvido da autoria moral deste ataque, saindo assim em liberdade. Bruno Jacinto, que fazia a ligação com os adeptos verdes e brancos, e Mustafá (nome de “guerra” de Nuno Mendes também viram cair as acusações que tinham pendentes sobre si), que avançou estar a questionar pedir uma compensação ao estado português pelos danos causados.

A mesma sorte não teve Fernando Mendes, antigo líder da claque a qual pertencia grande parte dos arguidos, a Juve Leo. Mendes, que já tinha cadastro mas foi libertado há alguns meses devido a uma doença, e outros nove arguidos terão que cumprir uma pena efectiva de cinco anos por agressões a vários jogadores e ao treinador Jorge Jesus. O Sporting já comentou esta decisão, assumindo que daqui para a frente pretende erradicar qualquer tipo de violência. Já o arguido mais mediático de todo este julgamento, Bruno de Carvalho, preferiu falar sobre o “crime de assassinato de caráter”.

Ataque a Alcochete não foi terrorismo

O tribunal afastou dos motivos do ataque a academia de Alcochete o sequestro e o terrorismo. Este ataque, que ficou marcado como o dia mais “negro” na história do clube que formou nomes como Ronaldo e Figo e um dos mais tristes para o desporto nacional, aconteceu após uma derrota na Madeira e foi consequência do mau ambiente que se vivia no Sporting após a derrota que o clube teve, para a Liga dos Campeões, contra o Atlético de Madrid, o que fez com que jogadores e presidente ficassem de “costas voltadas”.

Após este acontecimento, que correu mundo, vários jogadores, e o próprio treinador (que agora está a frente do Flamengo), rescindiram contrato com o clube de Alvalade. Do grupo que apresentou justa causa para sair da equipa, William Carvalho foi para o Bétis de Sevilha. Já Gelson Fernandes teve uma breve passagem pelo Atlético de Madrid antes de rumar ao Mónaco.

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